Trump fecha acordo com Putin para importação de diesel após impasse com Zelensky, dizem fontes

Trump teria fechado acordo com Putin para importar diesel após Kyiv ignorar apelos sobre ataques a refinarias, dizem fontes do Axios e declarações da Rússia.

Trump fecha acordo com Putin para importação de diesel após impasse com Zelensky, dizem fontes

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Trump fecha acordo com Putin para importação de diesel após impasse com Zelensky, dizem fontes

Por Marco Severini — Em um movimento que redesenha linhas invisíveis no tabuleiro diplomático, fontes citadas pelo Axios indicam que o presidente Donald Trump decidiu selar um acordo com o presidente Vladimir Putin para permitir a exportação de diesel russo após o governo ucraniano, liderado por Volodymyr Zelensky, ter desconsiderado repetidos apelos dos Estados Unidos para cessar ataques contra refinarias russas.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.
Transfer Privativo – Aeroporto de MilãoGuia Itália +
Motorista / Transfer

Transfer Privativo – Aeroporto de Milão

Milano · Lombardia

LCT Transfers | Milan Airport Transfer Sua Experiência VIP do Aeroporto ao Seu Destino A LCT Transfers oferece um serviço executivo e exclusivo de chauffeur particu…

Serviço de motorista particular para os aeroportos de Malpensa, Linate e BergamoA combinarConhecer serviço

Continuação do Conteúdo ↘

Segundo oficiais americanos ouvidos pela reportagem, o cálculo de Kyiv teria comprometido a confiança que Trump havia construído nos últimos meses: "Zelensky está avaliando mal a situação. Continuando a atacar as refinarias, ele está comprometendo" a disponibilidade e a confiança alcançadas, disse um funcionário. Na visão da administração americana, os ataques às instalações petrolíferas estariam contribuindo para a elevação dos preços de energia nos EUA — motivo alegado para que Washington solicitasse à Ucrânia a suspensão unilateral dessas operações.

Do lado russo, o conselheiro do presidente Putin, Yuri Ushakov, citado pela agência Tass, afirmou que, em conversa telefônica, o líder russo deixou claro que a posição sobre os "propósitos e objetivos" da sua operação militar permanece inalterada, assim como a sua disposição para uma solução político-diplomática visando uma paz duradoura e sustentável. Ushakov acrescentou que, embora anteriormente tenha sido discutida a retomada de negociações trilaterais envolvendo EUA, Rússia e Ucrânia após as eleições para a Duma de Estado, os recentes acontecimentos alteraram esse calendário.

Em termos crisográficos, Ushakov acusou Kyiv de tentar sabotar o processo eleitoral russo ao lançar um ataque massivo com drones no dia principal da votação — um ato que teria inviabilizado a retomada imediata do diálogo: "O regime de Kiev apostou tudo na escalada e no prolongamento do conflito", declarou, acrescentando que Moscou agora avaliará quando as negociações poderão ser retomadas.

O desenvolvimento ocorre em meio à expectativa de que Putin e Trump participem do próximo cúpula da APEC na China, onde, conforme Ushakov, é provável que ambos encontrem oportunidade para um aperto de mão e conversas no mesmo palco internacional. Trata-se de um cenário que remete a partidas de xadrez diplomático: líderes que, mesmo em posições adversas, procuram pontos de contato sobre o tabuleiro global.

No front público, o presidente americano comemorou o acordo: "Obrigado, Putin. Chegará petróleo. O diesel é o que precisamos", teria afirmado Trump, sem comentar — por ora — as palavras de Zelensky, que o teria qualificado como "fraco" em reação às medidas do mandatário norte-americano.

Em entrevista ao Axios, Zelensky criticou a decisão de Trump de flexibilizar medidas contra a Rússia — posição que, se confirmada em termos de políticas de sanções, pode marcar um ponto de inflexão na tectônica de poder entre Washington, Moscou e Kyiv. A matéria do Axios baseia-se em fontes não identificadas, e tanto a Casa Branca quanto o Kremlin mantêm formulações medidas, reforçando uma arquitetura diplomática em que decisões estratégicas se moldam mais por ligações discretas do que por pronunciamentos públicos.

Do ponto de vista geoestratégico, trata-se de um movimento com múltiplas consequências: impacto imediato nos mercados de energia, repercussões políticas em Washington e Kyiv, e um possível rearranjo temporário das linhas de influência na Eurásia. Como sempre na diplomacia de alto tabuleiro, o curso dos fatos dependerá da sequência de jogadas — militares, econômicas e negociais — que cada ator escolher realizar nas próximas semanas.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘