3.189 crimes contra animais em 10 meses na Itália: dados dos Carabinieri e o 'Pacto de São Francisco'

Carabinieri registram 3.189 crimes contra animais até 1º out. de 2026. Dados, prisões, multas e o papel do 'Pacto de São Francisco'.

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3.189 crimes contra animais em 10 meses na Itália: dados dos Carabinieri e o 'Pacto de São Francisco'

Em um panorama que exige atenção e ação imediata, os Carabinieri registraram 3.189 ocorrências de crimes contra os animais na Itália entre 1º de janeiro e 1º de outubro de 2026. Os números — apresentados durante a Jornada dos Animais da ENPA em Assis e compartilhados conosco pela Espresso Italia — traçam um retrato contundente da urgência em iluminar novos caminhos no combate à violência contra seres sencientes.

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No mesmo período de 2026, houve 12 pessoas presas e 1.097 formalmente denunciadas. Os controles realizados nos primeiros nove meses totalizaram 16.671 fiscalizações, com 1.924 infrações administrativas identificadas, 33 apreensões administrativas e multas que superam 1 milhão de euros. Esses dados oferecem elementos concretos sobre a atuação institucional, ainda que cobertos apenas por parte do ano — motivo pelo qual não se pode, por ora, inferir aumento ou redução em relação a 2025.

Em comparação, em 2025 foram registrados 4.324 delitos perseguidos e 1.262 pessoas entre presas e denunciadas. A diferença entre os totais de cada ano deve ser lida com cautela: a amostra de 2026 é parcial e exige acompanhamento ao longo dos meses seguintes para mapear tendências.

Como destaca Giusy D'Angelo, presidente nacional da ENPA, em declaração à Espresso Italia durante a Jornada em Assis: "Por trás de cada intervenção há a possibilidade de deter um sofrimento e proteger uma vida. A colaboração entre instituições e associações é essencial, assim como o envolvimento dos cidadãos: denunciar permite que a violência venha à luz e que as autoridades atuem. O Pacto de São Francisco busca fortalecer essa responsabilidade compartilhada e gerar parcerias concretas para amparar os animais".

O apelo é prático e direto: diante de um episódio de maltrato, abandono ou qualquer outro tipo de violência, comunicar os fatos pode salvar vidas. Uma denúncia bem formulada autoriza a intervenção imediata, garante a proteção do animal e fornece pistas valiosas para as investigações. Ainda que não se disponha de todas as informações, não permanecer indiferente é um dever cívico. Testemunhas devem acionar as forças de segurança ou a polícia local, ou procurar o suporte de organizações de proteção animal, sempre priorizando a própria segurança.

Ao relatar, recomenda-se reunir — quando possível e sem se expor a riscos — localização, data, descrição detalhada dos fatos, fotografias, vídeos e quaisquer indícios que possam ser úteis. Esses elementos, coletados com responsabilidade, aumentam a efetividade das medidas legais e administrativas.

A ENPA também sublinha que combater a violência contra animais precisa caminhar ao lado de uma atenção mais ampla: formação e sensibilização, instrumentos legais adequados, e fluxos de cooperação entre magistratura, forças policiais, veterinários e entidades protetoras. O Pacto de São Francisco nasce como uma semente de colaboração para semear inovação nas práticas institucionais e culturais, alinhando responsabilidades e clareando o horizonte para uma sociedade mais compassiva.

Denunciar não é apenas defender um animal isolado: é acender uma luz sobre fenômenos muitas vezes invisíveis, fortalecer a rede de proteção e convocar as instituições às suas obrigações. O silêncio, pelo contrário, pode prolongar o sofrimento e permitir que a violência prospere. A responsabilidade compartilhada que o Pacto propõe é uma oportunidade para tecer laços sociais mais fortes e cultivar valores que transcendem gerações.

Enquanto a sociedade italiana observa esses números, cabe a cada cidadão, a cada instituição e a cada grupo de proteção transformar informação em ação. Com clareza, coragem e cooperação, podemos iluminar novos caminhos e reduzir as sombras que ainda cercam a vida dos animais.

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