Marco Liorni e Grace: o laço de um apresentador com sua pastora-alemã que virou parte da família

Marco Liorni conta como a pastora-alemã Grace se tornou parte da família e os segredos da convivência com seu cão fiel.

Marco Liorni e Grace: o laço de um apresentador com sua pastora-alemã que virou parte da família

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Marco Liorni e Grace: o laço de um apresentador com sua pastora-alemã que virou parte da família

Por Aurora Bellini, Espresso Italia

Há uma luz suave que atravessa os gestos cotidianos e revela onde moram os laços mais verdadeiros. Para o apresentador Marco Liorni, essa luz tem quatro patas e se chama Grace. Em entrevista à Espresso Italia, o rosto conhecido da Rai1 e do programa L'eredità conta como a sua pastor alemão de 9 anos não é apenas um cachorro, mas uma presença que define o ritmo e a proteção da família.

«Quando volto para casa e me sento no sofá, ela se deita e não tira os olhos de mim», relata Marco Liorni, com um sorriso que traduz confiança mútua. Ele confessa que, embora seja considerado o «capobranco», é Grace quem fiscaliza para que todos estejam seguros — um papel de guardiã serena que combina instinto com afeto.

O encontro com Grace aconteceu quase por acaso. A família queria um cão de porte pequeno e visitou um canil sem encontrar filhotes. Depois cogitaram adotar um boxer, até que, durante uma visita ao canil recomendado por um veterinário no programa La vita in diretta, foram até um criador em Rignano Flaminio — cidade que também tem um significado afetivo para a esposa Giovanna. «Não tínhamos intenção de um pastore alemão; foi como uma excursão. E nos apaixonamos à primeira vista», lembra ele.

Já tiveram outros cães: a meticcia Blondie e Poldo, um beagle. Com Grace, porém, Marco descobriu «um ser maravilhoso», cuja lealdade e sensibilidade materializam-se no instinto de proteger o seu próprio grupo. «Quando um de nós se afasta, ela se inquieta e só se acalma ao reunir 'as ovelhas'», descreve, numa imagem que revela a forma como a família é percebida por um animal de trabalho convertido em companhia honda.

Na educação de Grace, a chave foi simplicidade e timing: prêmios bem usados e instruções antes do impulso. «Repreender depois é tempo perdido», explica Marco. As regras são claras e respeitadas — por exemplo, a cozinha é território proibido, e em nove anos ela nunca cruzou aquela linha. O mesmo vale para a cama: «O cão deve ser cão. É de família, mas na cama não entra», afirma, com firmeza equilibrada.

Sobre a televisão, há um lado divertido: Grace não gosta de ver o dono em cena. «A TV não a interessa — e se os telespectadores fossem como ela, meus índices de audiência cairiam», brinca Marco, iluminando a conversa com humor.

Ao final, o que fica é a imagem de uma convivência que semeia segurança e ternura. Grace não é apenas um cachorro que acompanha a rotina: é um elo que molda comportamentos, dita limites com delicadeza e confirma que, quando cuidamos com clareza e amor, cultivamos um horizonte límpido onde humanos e animais florescem juntos.