Rosanna Lambertucci: como dois gatinhos adotados se tornaram seus gatos terapêuticos
Rosanna Lambertucci adotou dois gatinhos de Sabaudia; hoje Sandy e Dady são gatos terapêuticos que mudaram a rotina da família.
RESUMO ✦
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Rosanna Lambertucci: como dois gatinhos adotados se tornaram seus gatos terapêuticos
Sou Aurora Bellini, e trago uma história que ilumina com simplicidade os caminhos do afeto: a atriz e apresentadora Rosanna Lambertucci e o marido, Mario Di Cosmo, transformaram um encontro inesperado na campina em Roma numa pequena revolução de cuidado. O que começou num arbusto em Sabaudia terminou por semear afeto e revelar o poder dos gatos terapêuticos na rotina de uma família.
Era o retorno à casa de Sabaudia após os longos meses de isolamento impostos pela pandemia, quando a esposa e o marido encontraram uma mãe gata em estado lamentável. A pelagem esquecida, a cauda magra e eriçada: sinais de fome e de vida nas ruas. Rosanna conta que a cena a comoveu; ela e Mario alimentaram a felina antes de voltar a Roma, mas o destino logo lhes reservou mais.
No fim de semana seguinte, durante as férias de verão, Ramon, o empregado equatoriano da casa, descobriu que a mãe tinha dado à luz quatro filhotes. Eram pequenos, famintos, aflitos por leite. Rosanna — que confessa não ter nascido “gatera”, sendo ligada mais a cães abandonados no passado — não resistiu. Seguiu o caminho da responsabilidade: a mãe foi esterilizada e os filhotes vacinados.
Um dos bebês desapareceu cedo, e outro, chamado Minù, sofreu um acidente ao ser atropelado. Foi o suficiente para acender o alarme sobre os perigos da vida rural. Assim, Rosanna trouxe dois irmãos para a capital: Sandy e Dady, de pelagem branca com manchas bege. A mãe permaneceu no campo, conforme orientação veterinária, habituada demais à vida ao ar livre.
Hoje, segundo Rosanna, tudo na casa gira em torno desses felinos. No jardim ela fez uma grande voliera para que, por cerca de uma hora ao dia, eles respirem ar livre com segurança; depois retornam para dentro, como se aceitassem o abraço da casa. A convivência expandiu-se para todos — inclusive Ramon — e trouxe uma surpresa emocional: Rosanna percebeu um carinho tão intenso que jamais imaginara sentir por duas pequenas criaturas.
O que torna essa família felina especial, porém, não é apenas a rotina doméstica. Sandy e Dady passaram a exercer um efeito quase terapêutico. Quando Mario enfrentou problemas de saúde, os gatinhos não o deixaram; ficaram ao redor do quarto, oferecendo presença e calma. Rosanna, com seu olhar atento, descreve essa sensibilidade como quase sobrenatural: quando os felinos a olham, ela sente que querem comunicar algo — um diálogo de afetos que ilumina dias nublados.
Há também espaço para humor e afeto nos apelidos: um dos bichos ganhou a alcunha carinhosa de “Gigi Buffo”. Entre cuidados veterinários e pequenas rotinas de abrigo, a história de Rosanna é um exemplo de como atos simples — alimentar, vacinar, acolher — podem tecer laços que transformam vidas humanas e animais. É a tradução doméstica de um renascimento cultural: semear proteção, cultivar valores e ampliar o horizonte límpido de convivência entre espécies.
Na minha reportagem para a Espresso Italia, celebro esse gesto discreto que revela o melhor do humano: adotar é iluminar novos caminhos não apenas para quem recebe, mas para quem abre o coração.

