Selfies com a baleia morta atraem tubarões e lotam praia de Perth apesar dos alertas

Carcaça de baleia em Perth atrai tubarões; curiosos ignoram interdição e tiram selfies. Autoridades planejam remoção por guindaste.

Selfies com a baleia morta atraem tubarões e lotam praia de Perth apesar dos alertas

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Selfies com a baleia morta atraem tubarões e lotam praia de Perth apesar dos alertas

Por Aurora Bellini — Em uma cena que mistura curiosidade e atenção negligente, a carcaça de uma baleia morta encalhada numa praia próxima a Perth, na Austrália, virou atração e reuniu dezenas de pessoas mesmo após a interdição do local pelas autoridades.

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Adultos, idosos e até famílias com crianças aproximaram-se para fotografar e, em muitos casos, tirar um selfie com o cetáceo em decomposição ao fundo. Relatos da Espresso Italia mostram que, apesar do cheiro forte e das recomendações oficiais, visitantes preferiram registrar o momento — alguns para as redes sociais, outros por morbidez pessoal.

A presença da carcaça também vem atraindo tubarões às margens: observadores identificaram, entre as formas nadando em águas rasas, um tubarão-branco com ao menos cinco metros. Vídeos e testemunhos coletados pela nossa equipe exibem silhuetas desses predadores a poucos metros da arrebentação e, consequentemente, muito perto das pessoas que insistiam em permanecer na faixa de areia.

O Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional alertou que os fluidos liberados pela decomposição podem continuar a chamar tubarões para a costa e recomendou máxima cautela. Embora ninguém tenha entrado na água para nadar, a proximidade ao animal é considerada perigosa: além do risco de atrair predadores, a carcaça libera gases internos que podem provocar arremessos repentinos de matéria em decomposição.

“Não é o momento de correr riscos”, declarou o prefeito de Cambridge, Gary Mack, que coordena um grupo de especialistas para decidir a melhor estratégia de remoção. A opção preferida até agora é o içamento por guindaste para transferência a um caminhão e posterior encaminhamento a um centro de descarte. A alternativa de rebocar a baleia mar adentro foi descartada — correntes e ressacas poderiam devolvê-la à areia.

Moradores locais recordam que não é raro observar cetáceos encalhados na última década, um sinal às vezes sombrio das mudanças no litoral e no ecossistema marinho. Enquanto especialistas estudam a melhor intervenção, a cena na praia é um lembrete contundente sobre o limiar entre curiosidade pública e segurança coletiva.

Como curadora de histórias de impacto, vejo nessa ocorrência não só o choque imediato, mas a chance de iluminar novos caminhos para políticas de conservação e educação ambiental. Que esse episódio sirva para semear práticas mais responsáveis: faça fotos a distância, respeite cercas e sinais, e confie na expertise das equipes de segurança. A praia é um palco, mas a vida marinha merece nosso cuidado — e um horizonte límpido para continuar a florescer.

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