Soncino: avô de 69 anos é denunciado por treinar netos de 11 e 12 anos na caça ilegal
Avô de 69 anos denunciado por treinar netos de 11 e 12 anos na caça ilegal em Soncino; armas e aves protegidas apreendidas.
RESUMO ✦
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Soncino: avô de 69 anos é denunciado por treinar netos de 11 e 12 anos na caça ilegal
Em um episódio que acende luzes sobre os limites do cuidado e da responsabilidade, os Carabinieri da Sezione Forestale de Cremona, acionados por denúncias das guardas do WWF Itália, denunciaram um homem de 69 anos por supostamente treinar os próprios netos — de 11 e 12 anos — para a caça ilegal em Soncino, entre Bergamo e Cremona.
No abrigo de caça onde a ação foi descoberta, os militares encontraram as duas crianças com armas nas mãos: uma espingarda semiautomática calibre 12, carregada e pronta para uso, que teria sido entregue pelo avô. Também foram apreendidos um segundo e um terceiro armamento, além de 18 cartuchos. Entre os indícios recolhidos havia um celular configurado para emitir o canto do colombaccio — um recurso eletroacústico proibido por lei para atrair aves — e seis exemplares de espécies protegidas, mortos no local.
As apreensões e a denúncia contemplam acusações graves: além do treinamento de menores para a prática de caça de frodo, o uso de meios proibidos para a atividade venatória e o abate de espécies protegidas ou não autorizadas para caça. As armas e as munições foram formalmente apreendidas pelas autoridades.
À Espresso Italia, a deputada e presidente da Comissão parlamentar para a infância e adolescência, Michela Vittoria Brambilla, reagiu com indignação. Ela qualificou o episódio como um “escândalo, um verdadeiro escárnio das leis e do bom senso”, e alertou para o risco de normalização de uma subcultura de armas e violência quando adultos oferecem aos jovens modelos negativos em vez de proteção e exemplos responsáveis. Em seu comentário, Brambilla defendeu que não é momento para relaxar as restrições sobre a caça; ao contrário, disse, os italianos pedem maior rigor.
Esse caso se soma a outros relatos preocupantes no país nas vésperas da abertura de temporadas cinegéticas: recentemente, Centros de Recuperação de Animais Selvagens registraram aves de rapina feridas por disparos, evidenciando um padrão que convoca atenção e ação. A cena em Soncino, onde dois menores foram colocados diante do gatilho, é particularmente dolorosa — mostra como práticas arcaicas e perigosas podem enraizar-se entre gerações se não houver redes de proteção e educação adequadas.
Como curadora de histórias de transformação, vejo neste episódio a urgência de iluminar novos caminhos: políticas que protejam a infância, fiscalização rigorosa e campanhas educativas que semeiem uma cultura de respeito à vida selvagem e ao Estado de direito. É preciso cultivar valores que façam brotar um horizonte límpido para as futuras gerações, em que o conhecimento e a responsabilidade substituam o fúria venatória e o desrespeito às normas.
O processo segue em investigação, e as autoridades locais continuam apurando responsabilidades. A apreensão das armas e das evidências abre espaço para medidas judiciais e administrativas, enquanto a sociedade civil é chamada a vigiar e a colaborar para que episódios assim não se repitam.

