Análises confirmam: Antonella e Sara mortas por intoxicação aguda de ricina em caso de Pietracatella
Laudo confirma intoxicação aguda por ricina em mãe e filha de Pietracatella; perícia no iPhone de Alice e duas linhas de investigação seguem em curso.
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Análises confirmam: Antonella e Sara mortas por intoxicação aguda de ricina em caso de Pietracatella
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Laudo toxicológico do centro antivenenos do IRCCS Maugeri, em Pavia, confirmou que Antonella Di Ielsi e Sara Di Vita morreram por "grave intoxicação por ricina". O documento técnico, assinado pelo professor Locatelli, foi protocolado na Procuradoria de Larino (Campobasso) e aponta positividade à ricina em concentrações compatíveis com quadro de intoxicação aguda nos amostras sanguíneas coletadas durante as autópsias.
Ao laudo foram anexados documentos complementares que serão depositados junto à peça final de constatação nas mãos da autoridade judicial. A entrega formal desse material amplia o rol de provas técnicas no inquérito que investiga a morte das duas mulheres após a refeição em Pietracatella.
Paralelamente aos resultados laboratoriais, a investigação voltou o foco para os últimos meses de vida de Alice, a única sobrevivente daquela noite. Alice teria passado a noite da janta fora — em uma pizzaria com amigos — quando mãe e irmã foram envenenadas, segundo os investigadores. A linha de apuração inclui o exame das conversas por aplicativo, a cronologia de buscas na internet e notas sobre os alimentos consumidos pela família nas festas de Natal.
Foi sequestrado recentemente o iPhone de Alice para perícia. A Procuradora Elvira Antonelli requisitou a extração dos dados que cobrem o período de 1º de dezembro a 13 de abril, um procedimento qualificado como irrevogável e indispensável para os dois ramos do inquérito: o primeiro, com cinco médicos indagados sob a hipótese de homicídio culposo; o segundo, ainda sem indiciados, investigando possível homicídio premeditado com uso de envenenamento.
Além das conversas diretas entre Alice, seus pais e Sara, a Procuradoria requisitou e já juntou aos autos chats, e-mails e mensagens trocadas com parentes e conhecidos. Nos arquivos do dispositivo estariam observações manuscritas ou digitadas por Alice sobre as refeições familiares entre 22 e 25 de dezembro, informação considerada potencialmente relevante para reconstruir a cadeia alimentar e a origem do agente tóxico.
Também foi pedida a cronologia de navegação e o levantamento das posições do celular de Alice. O laboratório responsável pela perícia digital tem prazo estimado de até 60 dias, salvo prorrogações, para entregar o resultado técnico.
Os procedimentos de extração dos dados no iPhone foram agendados para terça-feira, 28 de abril, às 9h30, nas dependências da Polícia Judiciária da Procuradoria de Campobasso. Na ocasião, estarão presentes os advogados dos cinco médicos inicialmente investigados sob a hipótese de homicídio culposo. A parte do inquérito relativa à hipótese de homicídio premeditado por envenenamento permanece contra incógnitos.
Em 10 de abril, o criminalista Arturo Messere renunciou ao mandato de defesa de Gianni Di Vita — declaração pública apontou motivos de ordem pessoal não detalhados. O novo advogado de Gianni, Vittorino Facciolla, afirmou à ANSA: "Nós permanecemos tranquilos, não estou preocupado", comentando, de forma contida, o sequestro do telefone.
Este relatório consolida fatos técnicos e procedimentos de investigação: laudo de toxicologia apontando ricina, perícia digital em curso sobre o iPhone de uma sobrevivente, e dois núcleos investigativos distintos que mapeiam possíveis responsabilidades médicas e a origem premeditada do envenenamento. A apuração prossegue com o rigor processual exigido, no cruzamento de fontes, na apuração in loco e na limpeza de narrativas que esse caso requer.