Dl Segurança: Câmara aprova com confiança; governo prepara decreto-lei corretivo para norma sobre repatriações

Câmara aprova fidúcia ao Dl Segurança (203-117-3). Governo prepara decreto-lei corretivo para alterar norma sobre repatriações e incentivo a advogados.

Dl Segurança: Câmara aprova com confiança; governo prepara decreto-lei corretivo para norma sobre repatriações

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Dl Segurança: Câmara aprova com confiança; governo prepara decreto-lei corretivo para norma sobre repatriações

Em uma votação marcada por pressão de prazos e pelo escrutínio do Quirinale, a Câmara aprovou hoje a fiducia ao governo sobre o Dl segurança. O placar registrou 203 votos a favor, 117 contra e 3 abstenções. A expectativa é que a aprovação final ocorra até sexta-feira, para evitar a perda dos prazos de conversão em lei.

O governo anunciou que vai adotar um decreto-lei corretivo ad hoc para responder às observações levantadas pela Presidência da República. A medida apontada como necessária visa eliminar a norma que introduzia um incentivo financeiro para advogados que acompanham processos de repatriação voluntária. A alternativa escolhida pela maioria foi aprovar o decreto tal como está na Câmara e, em sequência, editar o novo decreto-lei com a correção necessária — procedimento que, segundo o Executivo, também permitirá publicar ambos os atos em conjunto na Gazzetta Ufficiale.

Originalmente, a norma previa um incentivo de 615 euros para os advogados quando seus assistidos optassem por retornar ao país de origem. Após a possibilidade inicial de apresentar um emendamento para alterar esse artigo, os relatórios e a liderança da maioria decidiram que não haveria propostas de modificação durante a votação: "o decreto será aprovado assim como está" foi a orientação confirmada pelos relatores.

O subsecretário do Interior, Nicola Molteni, reiterou que não serão apresentados emendamentos corretores no plenário. Sobre os pontos levantados pelo Quirinale, fontes da maioria indicaram que "será encontrada uma solução". A proposta que vinha sendo delineada pelo governo prevê a eliminação da referência exclusiva à representação legal, a ampliação do contributo a outros representantes — como mediadores e associações — e o reconhecimento do benefício independentemente do desfecho do procedimento.

Matilde Siracusano, subsecretária para as Relações com o Parlamento, afirmou aos jornalistas ao fim da Conferência dos Líderes na Câmara que os trabalhos para o decreto corretivo começarão imediatamente: "Começaremos a trabalhar já amanhã. Garantimos a contemporaneidade, pois não poderíamos aprová-lo antes da conversão deste decreto em lei; o voto final deverá chegar na sexta-feira".

O governo colocou a fiducia com votação marcada para as 18:00 no projeto em discussão no plenário da Câmara; as declarações de voto começaram a partir das 16:00. Chegando ao Salone del Mobile, a presidente do Conselho, Giorgia Meloni, disse que os "relatos técnicos" do Quirinale e as observações dos advogados serão transformados em um provvedimento ad hoc, sublinhando que não houve margem temporal para corrigir a norma durante a conversão do decreto atual.

O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, intervindo na Câmara, destacou que o instituto dos repatrios voluntários assistidos não representa — e cortou a declaração afirmando o caráter do mecanismo público ou privado (trecho ainda em análise). A estratégia do Executivo é, portanto, manter a estrutura normativa aprovada e reposicionar partes sensíveis por meio do decreto-lei que deve ser levado ao Consiglio dei Ministri até sexta-feira.

Na prática, o governo opta por consertar a arquitetura do dispositivo por meio de um segundo ato legislativo, uma solução que age como um alicerce subsequente para reparar arestas levantadas pelo Colle e, ao mesmo tempo, preservar os prazos legais. A notícia seguirá sendo acompanhada para mapear o texto final do decreto-lei corretivo e o cronograma exato de publicação.