Forza Italia: Enrico Costa na frente para capogruppo na Câmara enquanto Tajani costura saída de Barelli
Enrico Costa é favorito para capogruppo da Câmara em Forza Italia; Tajani negocia saída de Barelli e encontro com Marina Berlusconi para formalizar escolhas.
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Forza Italia: Enrico Costa na frente para capogruppo na Câmara enquanto Tajani costura saída de Barelli
Há um clima de expectação em Forza Italia. Nos corredores de Montecitorio, o nome de Enrico Costa surge em posição de destaque para assumir o posto de capogruppo na Câmara, atualmente ocupado por Paolo Barelli, considerado braço-direito de Antonio Tajani. Fontes internas indicam que os movimentos nos bastidores já estão alinhados entre a direção do partido e a família Berlusconi.
Depois da informativa de Giorgia Meloni no plenário sobre as ações do governo, no tradicional Transatlantico os grupos azzurri não falavam de outro assunto. Segundo relatos de integrantes da legenda, Marina Berlusconi e o secretário nacional, com mediação de Gianni Letta, teriam costurado um entendimento sobre a nova presidência dos deputados forzistas e sobre a delicada questão dos congressos locais, regionais e provinciais — instância que parte do partido prefere adiar para depois das eleições municipais, num movimento que busca amortecer tensões, sobretudo na Campânia.
Na frente das possibilidades, Enrico Costa aparece como favorito. Ex-responsável por iniciativas na campanha referendária a favor da reforma da justiça, Costa é apontado à frente de outros nomes cotados, como Pietro Pittalis. A escolha, segundo aliados de Tajani, precisa conciliar o desejo por um rosto novo que represente continuidade às linhas do grupo parlamentar e, ao mesmo tempo, dê espaço a uma recomposição interna.
Para viabilizar a mudança sem rupturas, Antonio Tajani estaria articulando uma exit strategy para Paolo Barelli. Uma das hipóteses ventiladas é sua nomeação a cargo de subsecretário no governo Meloni — possibilidades apontadas incluem uma vaga no MIMIT, para o lugar deixado por Bitonci, ou um papel no Ministério da Cultura, vago desde a transferência de Gianmarco Mazzi ao Turismo. A concretização dessa manobra poderia ser discutida já no Conselho de Ministros convocado para tratar da emergência da queda de encosta em Petacciato.
No entanto, o Guardasigilli Carlo Nordio teria, segundo fontes, afastado por ora a ideia de preencher ao menos uma das cinco cadeiras ainda vagas no subordinado governo (Mimit, Cultura, Estrangeiros, Università e Giustizia), o que complica uma reposição imediata para Barelli.
Se o quadro se fechar, Tajani deve viajar a Milão para um encontro com Marina Berlusconi e formalizar as escolhas sobre a sucessão de Barelli e o calendário dos congressos, numa tentativa de diluir tensões e garantir um cronograma que acalme a minoria interna. A família Berlusconi, de acordo com fontes consultadas, reapareceria unida nas decisões estratégicas do partido; Pier Silvio Berlusconi tem atuado em sintonia com Marina, sem, contudo, cogitar um envolvimento direto na corrida eleitoral.
É um momento de reestruturação, em que a arquitetura do partido corre para ajustar alicerces e evitar fissuras antes das próximas batalhas eleitorais. A definição do novo capogruppo não é apenas uma troca de cadeiras: tem potencial para redesenhar a ponte entre as escolhas de Roma e os eleitores, impactando a capacidade do partido de coordenar ações parlamentares e a gestão das tessere internas.
O diálogo permanece em curso e a expectativa é que as decisões sejam anunciadas nas próximas horas, à medida que se consolidam as negociações internas e se testam alternativas para acomodar lideranças sem abrir fraturas visíveis.