La Russa: Não havia motivos jurídicos para as demissões de Daniela Santanchè
La Russa diz que não havia motivos jurídicos para a demissão de Daniela Santanchè e comenta caso Delmastro durante o referendum.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
La Russa: Não havia motivos jurídicos para as demissões de Daniela Santanchè
Por Giuseppe Borgo — Presidente do Senado, Ignazio La Russa voltou a defender publicamente a ex-ministra Daniela Santanchè, afirmando que não existiam razões jurídicas que justificassem suas dimissões. Em entrevista ao programa "Dritto e Rovescio" na Rete4, La Russa disse que, embora tenha sido ele a conversar com a ministra, o fez no interesse de ambos — de Daniela Santanchè e do partido — diante de uma situação política que tinha peso sobretudo midiático e parlamentar, não jurídico.
La Russa destacou que Daniela Santanchè não carrega condenações e que, na célebre questão ligada à pandemia de Covid, sequer existe um rinvio a giudizio. Ainda assim, a pressão das oposições se concentrou sobre ela — exatamente porque, segundo o presidente do Senado, ela "tem as costas largas". O raciocínio do dirigente foi claro: no momento em que havia o referendum e se dizia que alguém deveria responder politicamente, a exigência por uma demissão precisava ser explícita. "Se Giorgia pede que eu me demita, eu quero que peça oficialmente, para que fique claro que eu me afasto por obediência ao que se considera oportuno", disse La Russa, elogiando ao mesmo tempo o senso de responsabilidade de Daniela e a firmeza de Giorgia — referência a Giorgia Meloni — na condução do partido.
Na mesma entrevista, La Russa comentou a tempestade em torno do subsecretário da Justiça, Andrea Delmastro, e da chefe de gabinete do ministério, Giusi Bartolozzi, ambos forçados a deixar os cargos. O presidente do Senado sublinhou que, no caso de Delmastro, não há processo em curso nem mesmo um aviso de garantia, ao que tudo indica. Porém, afirmou que a diferença de contexto é significativa: enquanto o episódio de Daniela Santanchè vinha de um passado antigo, a vicenda envolvendo Delmastro e Bartolozzi emergiu justamente nos dias do referendum, o que amplificou seu impacto político e fez com que ele pagasse um preço elevado por uma questão contingente.
Como repórter que observa a arquitetura da política e traduz o peso da caneta para a vida dos cidadãos, interpreto as palavras de La Russa como um alerta sobre o uso instrumental da pressão parlamentar: quando a ruína de reputações se dá por razões políticas e não por fundamentos jurídicos, os alicerces do debate público se desequilibram. A demissão, nesse sentido, deixa de ser apenas um ato administrativo e passa a ser peça numa construção de consenso ou de sacrifício sacramental.
Fato é que, na interseção entre a praça pública e os corredores do poder, a solução escolhida — demissão ou permanência — tem efeito direto sobre a confiança institucional. La Russa, defendendo a ausência de motivos jurídicos, busca reinstalar uma lógica de responsabilidade ponderada, mas também confirma que o peso da opinião pública e da oposição pode derrubar estruturas mesmo quando o peso da lei não o exige.
Em resumo: Ignazio La Russa afirma que não houve base jurídica para as dimissões de Daniela Santanchè, reconhece a situação dolorosa de Andrea Delmastro e Giusi Bartolozzi, e ressalta que o calendário político — especialmente a presença do referendum — transformou incidentes isolados em crise com custos pessoais e institucionais elevados.