Mensagens atribuídas a membros do FdI no Trentino revelam frases antissemitas em chat interno

Prints de chat atribuído a membros do FdI no Trentino revelam frases antissemitas; partido e nomes citados ainda não se manifestaram formalmente.

Mensagens atribuídas a membros do FdI no Trentino revelam frases antissemitas em chat interno

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Mensagens atribuídas a membros do FdI no Trentino revelam frases antissemitas em chat interno

Por Giuseppe Borgo — A imprensa regional trouxe à tona mensagens atribuídas a dirigentes e ativistas de Fratelli d'Italia no Trentino que, segundo os documentos publicados, contêm ataques de teor claramente antissemitas. Os prints, divulgados pelo jornal Domani, teriam origem em uma conversa de WhatsApp criada no contexto do congresso provincial do partido, realizado em novembro de 2025, sob o nome de grupo "Congresso FdI".

De acordo com a apuração, a troca de mensagens começou após a circulação de uma fotografia que mostrava o presidente da Trentino School of Management, Francesco Barone, ao lado do jornalista David Parenzo durante o Festival da Economia de Trento. Nas capturas apresentadas, aparecem frases atribuídas a diferentes participantes do grupo.

Entre os nomes que surgem nos prints está o do ex-vereador de Trento e candidato à liderança provincial no congresso de fevereiro, Cristian Zanetti, a quem é atribuída a frase em italiano: "Peggio degli ebrei non so cosa possa esserci". Em outra mensagem, o conselheiro referente à circunscrição Centro Storico-Piedicastello, Antonio Manara, aparece ligado a uma expressão ofensiva: "i leccaculo di giudei". A publicação também cita a presença do atual conselheiro municipal Daniele Demattèche na conversa, que teria comentado a imagem compartilhada.

É importante sublinhar que as frases são mensagens atribuídas — isto é, publicadas em capturas de tela das quais o jornal afirma ter verificado a origem — e que a divulgação já suscitou reações políticas e questionamentos sobre a conduta dos referidos membros locais. A reportagem de Domani traz as imagens e a cronologia das postagens; os envolvidos ainda não apresentam, publicamente, esclarecimentos formais completos sobre o conteúdo divulgado.

O episódio chega em um momento em que o debate público italiano discute com intensidade o projeto de lei sobre o antisemitismo, aprovado em fase no Senado com votos que dividiram o Parlamento. Críticos da proposta, citando a definição da IHRA, alertam para o risco de confundir a crítica política às ações do Estado de Israel com manifestações de ódio antissemitas, criando, segundo eles, possíveis barreiras ao legítimo debate político.

Na arquitetura da vida pública, episódios como este funcionam como um teste para os alicerces da responsabilidade política: cobram transparência das legendas, procedimentos internos claros e respostas institucionais que não apenas punam, mas que reconstruam confiança nas mãos que seguram o peso da caneta. A questão não é só disciplinar: é também sobre como as organizações políticas constroem — ou derrubam — pontes de cidadania e respeito entre comunidades.

Seguiremos acompanhando as reações de Fratelli d'Italia em nível regional e nacional e eventuais medidas internas ou investigações que possam ser abertas. A reportagem continuará buscando posicionamentos oficiais dos citados Cristian Zanetti, Antonio Manara, Daniele Demattèche e do próprio partido.