Ranucci rebate acusações de Mottola, Nerazzini e Bellavia: "Nunca censurei ninguém, sempre defendi meus repórteres"

Ranucci nega ter censurado repórteres e responde a Mottola, Nerazzini e Bellavia em post no Facebook; diz defender investigações e transparência.

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Ranucci rebate acusações de Mottola, Nerazzini e Bellavia: "Nunca censurei ninguém, sempre defendi meus repórteres"

Sigfrido Ranucci saiu fortalecido do embate público com três ex-colaboradores ao responder, em um longo post no Facebook publicado em 30 de setembro, às declarações de Giorgio Mottola, Alberto Nerazzini e Gian Gaetano Bellavia feitas no programa Filorosso, transmitido pela Rai3.

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Na resposta, Ranucci negou ponto por ponto as acusações que lhe foram dirigidas. Sobre a afirmação de Nerazzini — de que Ranucci não seria um jornalista de esquerda e que teria censurado três reportagens — o apresentador e autor do programa Report foi categórico: "Não censurei ninguém, ao contrário: eu defendi cada produto dos meus enviados, qualquer partido que fosse implicado. Pago também por isso". Ranucci reforça a ideia de que o jornalismo investigativo deve manter liberdade para tocar temas em todas as esferas políticas, inclusive à esquerda, e lembra que Report já investigou setores diversos do espectro político.

Ao tratar de Giorgio Mottola, Ranucci rebateu a alegação de que seu duplo papel como autor e condutor teria criado problemas. Ranucci afirma que tal consequência "não ocorreu com Mottola", que, segundo ele, teve ampla liberdade editorial no ar e, por isso, não foi prejudicado. Ranucci acrescenta um dado objetivo: Mottola teria recebido cerca de 330 mil euros por ano pela venda de suas reportagens (incluindo custos de montagem e deslocamento), o que, na visão do ex-condutor de Report, evidencia que não houve prejuízo nem de conteúdo nem financeiro para o colaborador.

Quanto a Gian Gaetano Bellavia, consultor fiscal e ex-consultor de Report, Ranucci relata que Bellavia teria pedido a Mottola uma investigação sobre o próprio Ranucci, depois de esclarecida a questão envolvendo Lavitola. Ranucci convida ao esclarecimento: "Que venha. Após o atentado e lendo a ordem judicial, descobrimos que eu e todos os que estavam próximos a mim fomos interceptados". Nos autos, segundo Ranucci, constam elementos que demonstram a força com que ele combateu tentativas de censura para defender o espaço de Bellavia das acusações de espionagem veiculadas por jornais ligados a Angelucci, bem como das observações feitas em estúdio por Luca Barbareschi.

Ranucci afirma ainda ter atuado para produzir a investigação mais completa possível sobre o caso de Bellavia, contrariando o que teriam feito crer nas aparições públicas. "Está tudo nos autos", conclui, rematando que seu combate contra a censura e sua defesa aos repórteres fazem parte dos alicerces do seu compromisso profissional.

Como correspondente que observa a interseção entre decisões políticas e vida cotidiana, cabe registrar que o episódio é mais uma peça na construção de direitos do jornalismo investigativo: quando o peso da caneta encontra resistências políticas e midiáticas, a resposta pública e documentada é a ponte que salva a credibilidade institucional. A postura de Ranucci, ao reivindicar transparência e preservar a atuação de seus enviados, insere-se nessa arquitetura de responsabilidades.

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