80 anos do voto feminino: Roccella pede memória, exemplos e mais avanços
Roccella, em Roma, destaca legado e desafios nos 80 anos do voto feminino e inaugura a mostra ANSA “Le donne della Repubblica”. Memória e ação.
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80 anos do voto feminino: Roccella pede memória, exemplos e mais avanços
ROMA, 28 de maio de 2026 — A ministra para as pari opportunità, Eugenia Roccella, destacou em Roma a importância de manter viva a memória do percurso das mulheres italianas, ao comentar a inauguração da exposição fotográfica da ANSA “Le donne della Repubblica”, aberta exatamente no ano em que se celebram os 80 anos do voto às mulheres.
Em um discurso sentido, concedido à margem do evento "Salute al Femminile: la conoscenza che cura", promovido por Farmindustria, Roccella lembrou que as conquistas coletivas são fruto de lutas árduas — as mesmas que moldaram as "mães constituentes" — e que hoje formam a base de uma paisagem social diferente. "Os 80 anos do voto às mulheres marcam um percurso que deve continuar a ser contado", afirmou a ministra, sublinhando que uma mostra que repasse esse caminho tem um papel educativo essencial: muitas gerações mais jovens não conhecem a situação de partida nem os sacrifícios que permitiram avançar.
Como um jardineiro que preserva as raízes para garantir futuras colheitas, Roccella vê na memória histórica um instrumento para regar a cidadania das novas gerações. "Contar e celebrar as conquistas destes oitenta anos, mostrando histórias e rostos de quem se empenhou diretamente, também serve a oferecer exemplos — os chamados role model — que devem permanecer vivos entre os mais jovens", disse.
Ao mesmo tempo, a ministra não deixou de lembrar os desafios que ainda persiste: a luta contra a violência contra a mulher e as desigualdades de oportunidades no mercado de trabalho. "As mães constituintes e as batalhas empreendidas produziram uma situação completamente diferente. Mas há ainda muito por fazer", afirmou Roccella, apontando para a necessidade de políticas e narrativas que transformem direitos em práticas cotidianas.
A exposição fotográfica da ANSA funciona como um espelho que reflete rostos, trajetórias e momentos decisivos da história feminina na República italiana. Exposições assim não são apenas arquivos estáticos: são janelas abertas pela cidade, respirações que reconectam passado e presente. Ao percorrê-las, percebemos que a história não é algo distante, mas sim o terreno onde plantamos sementes de futuro.
Na conversa com os organizadores do evento e especialistas em saúde feminina, a ministra também destacou a ligação entre memória social e bem-estar coletivo. Conhecer de onde viemos ajuda a cuidar melhor do que somos: entender as jornadas que possibilitaram direitos é uma forma de proteger o corpo social da erosão da desigualdade.
Ao final, o apelo de Roccella foi claro e sereno, como quem observa o horizonte numa manhã de primavera: reforçar o ensino da história das lutas femininas, ampliar a visibilidade das conquistas e trabalhar, com políticas e cultura, para que as novas gerações herdem não apenas direitos escritos, mas práticas igualitárias e seguras. Em resumo, manter acesa a lembrança para que as conquistas floresçam, estação após estação.