Acessibilidade aos medicamentos se fortalece com trabalho em equipe, diz FIASO

Quintavalle (FIASO) defende integração entre instituições, serviços e comunidades para fortalecer a acessibilidade aos medicamentos e combater a não adesão.

Acessibilidade aos medicamentos se fortalece com trabalho em equipe, diz FIASO

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Acessibilidade aos medicamentos se fortalece com trabalho em equipe, diz FIASO

ROMA, 26 de março de 2026 — Em discurso no encontro "Il farmaco accessibile: la rivoluzione gentile della prossimità", realizado no Ministério da Saúde, o presidente da Federação Italiana de Empresas Sanitárias e Hospitalares (Fiaso), Giuseppe Quintavalle, definiu o momento atual como uma verdadeira virada: "O que estamos vivendo é uma mudança epocal, da qual não se pode voltar atrás. A acessibilidade se fortalece fazendo equipe: entre instituições, serviços territoriais, profissionais, farmácias, empresas e comunidades".

Quintavalle destacou que o trabalho do Ministério da Saúde tem sido fundamental, acompanhando com coerência a evolução da legislação farmacêutica para aproximar cada vez mais o acesso aos cuidados dos cidadãos. Essa aproximação, explicou, não é apenas uma questão logística ou regulatória: é uma transformação que toca o cotidiano das pessoas e a maneira como o sistema de saúde se conecta com as comunidades.

Para o presidente da Fiaso, o tema da acessibilidade aos fármacos remete a uma pergunta maior — a capacidade do sistema de saúde de se responsabilizar pela pessoa em sua totalidade. "A não adesão terapêutica, de fato, quase nunca é uma escolha do paciente. Muitas vezes é sinal de uma fragilidade social, familiar, relacional. Por isso devemos interceptar necessidades que não são apenas estritamente sanitárias", disse Quintavalle, chamando atenção para a importância de uma integração mais forte entre o setor sanitário e o social, especialmente nos territórios mais frágeis.

Ao ouvir essas palavras, é difícil não traçar uma metáfora com a paisagem: a saúde pública precisa respirar em conjunto com a cidade, como uma vegetação que só floresce quando o solo e a chuva conversam. A proximidade — tanto física quanto afetiva — é o terreno onde brotam melhores resultados para a adesão ao tratamento e para a qualidade de vida.

Quintavalle ressaltou também que muitas barreiras à adesão são consequência de contextos mais amplos — isolamento, falta de suporte familiar, dificuldades econômicas — e que, por isso, a resposta não pode ser fragmentada. É preciso fazer rede entre serviços territoriais, farmácias locais, equipes multiprofissionais e iniciativas comunitárias que atuem como ponte entre a prescrição e o cotidiano do paciente.

A conversa no ministério, portanto, desenha um caminho de revolução gentil: mudanças estruturais que respeitam o ritmo das pessoas e fortalecem a presença dos serviços de saúde onde a vida acontece — nas praças, nas casas, nas farmácias de bairro. Não se trata apenas de política sanitária, mas de um gesto coletivo que reconecta cuidado e proximidade.

Em suma, a receita apontada por Quintavalle guarda simplicidade e ambição: ouvir mais, integrar serviços, apoiar comunidades e cultivar uma nova cultura de cuidado que torne a acessibilidade aos medicamentos uma realidade cotidiana, e não um objetivo distante.