Aleotti: 'Não se pode colocar estabilimentos italianos em competição com indianos' — alerta sobre o prontuário terapêutico

Aleotti alerta contra competição entre estabilimentos italianos e indianos e critica proposta sobre o prontuário terapêutico que pode prejudicar cidadãos e indústria.

Aleotti: 'Não se pode colocar estabilimentos italianos em competição com indianos' — alerta sobre o prontuário terapêutico

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Aleotti: 'Não se pode colocar estabilimentos italianos em competição com indianos' — alerta sobre o prontuário terapêutico

FIRENZE, 24 de junho de 2026 — Em uma declaração clara e preocupada, Lucia Aleotti, vice-presidente da Confindustria delegada ao Centro Studi e acionista de referência e membro do board da Menarini, advertiu sobre os riscos de mudanças no prontuario terapeutico que, segundo ela, foram tratadas de forma equivocada pelos decisores públicos.

À margem de uma cerimônia em Florença, Aleotti ressaltou que a spesa farmaceutica «não está fora de controle», citando sinais de desaceleração já observados em 2025. Para ela, isso torna ainda mais inadequada a ideia de uma manobra sobre o prontuario terapeutico que poderia, na prática, penalizar os cidadãos. Em suas palavras: “A spesa farmaceutica non è assolutamente fuori controllo... non va assolutamente bene immaginare una manovra sul prontuario terapeutico che rischia di penalizzare i cittadini.”

Mais do que números, Aleotti trouxe à superfície o efeito humano e territorial das decisões: adverte sobre o «danno disastroso» que tais medidas podem infligir aos complexos industriais e às comunidades locais. Em sua visão, não se pode colocar os stabilimenti italiani em competição direta com os stabilimenti indiani, especialmente quando o órgão regulador, a Aifa, deveria agir representando o interesse do Estado e do tecido socioeconômico italiano.

Essa posição convida a uma reflexão mais ampla — como a respiração de uma cidade, cada política pública que toca a indústria farmacêutica repercute em diferentes ritmos: empregos, redes de fornecedores, pequenas economias locais e a confiança pública no sistema de saúde. Aleotti lembra que medidas de contenção ou listas de medicamentos não podem ser desenhadas apenas pelo cálculo imediato do gasto, sem perceber a colheita de efeitos que se acumula ao longo das estações.

Como observador atento das relações entre ambiente, saúde e bem-estar, vejo nesta advertência um convite a equilibrar prudência fiscal com proteção das raízes produtivas do país. A indústria farmacêutica italiana carrega saberes, mão de obra qualificada e uma cadeia de valor que respira junto com as comunidades onde os stabilimenti italiani estão enraizados. Submeter esse ecossistema a uma competição desigual é como forçar um outono precoce sobre uma colheita que ainda precisa maturar.

O chamado de Aleotti também é um lembrete para a Aifa — um organismo cujo papel institucional deveria harmonizar segurança, acesso e soberania industrial. A decisão sobre o prontuario terapeutico exige cuidado para que não sacrifique a qualidade, a disponibilidade de medicamentos e a vitalidade dos polos industriais nacionais em nome de uma economia de curto prazo.

Em suma, a mensagem é clara: proteger a sustentabilidade da indústria farmacêutica italiana é proteger a saúde pública, os empregos e o território. Como em qualquer estação que se respeite, as escolhas de hoje definem a paisagem do amanhã.