85.º Congresso da FIMMG: entre a inovação e a proximidade, o novo papel do médico de família
Congresso 85.º da FIMMG em Villasimius debate o futuro do médico de família entre inovação, proximidade e confiança na relação com o paciente.
RESUMO ✦
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85.º Congresso da FIMMG: entre a inovação e a proximidade, o novo papel do médico de família
Em Villasimius, na Sardenha, abriu-se o 85.º congresso da Federazione Italiana di Medicina Generale (FIMMG), um encontro que tem como fio condutor o equilíbrio entre inovação e proximidade no cuidado à pessoa. Intitulado "L'algoritmo della fiducia. La cura della relazione al centro del rilancio del ruolo", o congresso reúne durante seis dias profissionais e especialistas para repensar o lugar do médico de família dentro do Serviço Nacional de Saúde.
São 52 sessões programadas que abordam desde novos modelos organizativos até temas como cronicidade, prevenção, appropriatezza nos tratamentos, inteligência artificial e aquisição de novas competências. A intenção, nas palavras dos organizadores, é fazer convergir inovação tecnológica e organizacional com a relação contínua e humana entre médico e cidadão: a tecnologia deve fortalecer a confiança, não substituí-la.
Ao longo da semana, discutir-se-á a gestão das doenças crônicas, o funcionamento das diversas formas de agregação territorial e as ferramentas que permitem ao médico de família permanecer próximo do paciente, mesmo num cenário em que a digitalização expande horizontes. A agenda também prevê reflexões sobre prevenção e sobre a necessidade de combinar eficiência e cuidado relacional, lembrando que uma relação sólida é a base onde qualquer avanço funciona melhor.
O congresso culmina no sábado com a eleição do novo secretário da federação, um momento importante que marcará a direção política e prática dos próximos anos. Enquanto isso, as sessões tentam traçar estratégias para que o papel do médico de família seja relançado com raízes fortes: formação contínua, reconhecimento de novas responsabilidades e ferramentas que respeitem o tempo interno do paciente e do profissional.
Como alguém que observa a respiração das cidades e os ciclos do bem-estar, sinto que este encontro é como uma estação de transição: uma paisagem em que se planta uma colheita de hábitos e competências. A digitalização e a telemedicina são como irrigação moderna — úteis se aplicadas com sensibilidade — mas o solo fértil continua sendo a confiança entre médico e cidadão.
Em resumo, o congresso em Villasimius não é apenas uma vitrine de tecnologias e modelos; é um convite a reencontrar a essência do cuidado primário, a percepção de que a inovação tem valor quando respeita e amplia a proximidade. Nos próximos dias, as discussões e os resultados das sessões deverão oferecer caminhos práticos para que o médico de família continue a ser, na prática clínica e na vida cotidiana das comunidades, aquele ponto de referência que acolhe, orienta e protege.

