Cicchetti: coragem para o 'delisting' pode economizar 3 bilhões e desafogar listas de espera na saúde italiana

Cicchetti diz que o 'delisting' de prestações inúteis pode economizar 3 bilhões e reduzir filas de espera na saúde italiana.

Cicchetti: coragem para o 'delisting' pode economizar 3 bilhões e desafogar listas de espera na saúde italiana

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Cicchetti: coragem para o 'delisting' pode economizar 3 bilhões e desafogar listas de espera na saúde italiana

Por Alessandro Vittorio Romano — Em um cenário em que a cidade e seus ritmos respiram entre demandas e esperas, Americo Cicchetti traça um caminho prático para aliviar as filas da saúde. Professor de Organização Empresarial na Faculdade de Economia da Università Cattolica del Sacro Cuore, diretor do Altems e ex-comissário da Agenas, Cicchetti afirmou, durante o convegno 'Espresso Italia Q&A - Salute, prevenzione e risorse: le sfide' realizado no Palazzo dell'Informazione, em Roma, que é preciso mais do que monitoramento: é preciso coragem para o delisting de intervenções obsoletas.

Segundo ele, além de potenziare l'offerta e promover boas práticas e diretrizes, é essencial melhorar a appropriatezza das prescrições. 'Sabemos que muitas prestações não deveriam ser feitas, são obsoletas, não geram valor no percurso diagnóstico-terapêutico dos cidadãos', disse Cicchetti. Essas são as chamadas prestações inúteis — procedimentos que consomem recursos, tempo e deixam uma cidade inteira esperando pela sua vez.

Com uma visão prática, o docente destacou que poucos projetos já prontos poderiam descongestionar o sistema e gerar uma economia de aproximadamente 3 bilhões de euros. Um exemplo concreto: eliminar a rotina de exames pré-operatórios para cirurgias de baixo risco. 'Suprimindo completamente o atual pacote de diagnóstico pré-operatório realizado nos hospitais italianos, poupamos cerca de 120 milhões de euros, sem nenhum impacto negativo', explicou. 'E com mais quatro projetos semelhantes, que já estão escritos, podemos otimizar esses 3 bilhões adicionais — os 120 milhões são apenas o primeiro exemplo.'

Cicchetti destacou também mecanismos institucionais para viabilizar esse corte. Através da Comissão nacional para o aggiornamento dos LEA — que foi remodelada para atuar com maior rapidez — é possível promover o delisting. Embora a atualização esperada para o final de 2025 não tenha saído, a comissão está estruturada para decidir em ritmo anual. Além disso, há uma ferramenta do Mef, o 'Programma di analisi e valutazione della spesa', na qual o ministério da Saúde investiu e que pode apoiar a iniciativa.

O convite de Cicchetti é por sistematicidade. 'Não basta ter a plataforma de monitoramento', reforçou, lembrando que ações pontuais mas bem desenhadas podem ser como uma poda na paisagem: retiram o que já não dá fruto para que a árvore inteira respire melhor. A proposta combina técnica e coragem política — uma colheita de hábitos mais eficiente para o bem-estar coletivo.

À medida que pensamos na respiração da cidade e no tempo interno do corpo dos serviços de saúde, a mensagem é clara: identificar e remover o que é inútil não é austeridade, é cuidar melhor do que realmente vale a pena.