Zagaria (Egualia): Equivalentes e biossimilares são chave para um Serviço de Saúde sustentável

Zagaria (Egualia): investir em equivalentes e biossimilares e eliminar o payback para manter o Serviço Sanitário Nacional sustentável.

Zagaria (Egualia): Equivalentes e biossimilares são chave para um Serviço de Saúde sustentável

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Zagaria (Egualia): Equivalentes e biossimilares são chave para um Serviço de Saúde sustentável

Por Alessandro Vittorio Romano — Em um diálogo que mistura atenção ao bem-estar coletivo e a serenidade das estações, Riccardo Zagaria, presidente da Egualia, afirmou que é possível conservar um acesso às terapias que seja ao mesmo tempo justo e durável, mesmo diante de recursos apertados. Em intervenção remota no encontro "Espresso Italia Q&A - Salute, prevenzione e risorse: le sfide", realizado em Roma, Zagaria defendeu o apoio às empresas que produzem medicamentos de qualidade comprovada, em especial equivalentes e biossimilares, como alicerce para a sustentabilidade do sistema público de saúde.

“É possível manter um acesso às cuidados equitativo e sustentável para os cidadãos também em um contexto como o atual, caracterizado por recursos limitados, apoiando quem hoje contribui a gerar poupanças e a garantir a sustentabilidade do Serviço Sanitário Nacional (Servizio sanitario nazionale)”, disse Zagaria. Ele lembrou o valor histórico do sistema, em vigor desde 1978, e a necessidade de proteger essa herança social, cultivando políticas que favoreçam empresas geradoras de economia e inovação.

Com a sensibilidade de quem observa a cidade como um organismo vivo, Zagaria apontou que a construção da sustentabilidade exige visão de médio e longo prazo, não medidas pontuais e imediatistas. “As ações que podem ser postas em campo para garantir a sustentabilidade do sistema são diversas e devem ser consideradas não no curtíssimo prazo, mas com uma visão de médio-longo periodo”, afirmou. Entre essas ações, destacou a necessidade de eliminar mecanismos que distorcem o mercado, citando explicitamente o payback, e de promover modelos de licitação mais sustentáveis do que os vigentes.

O presidente da Egualia ressaltou que tais mudanças têm caráter pragmático e podem ser desenvolvidas por meio do diálogo entre instituições e indústria. Segundo ele, é essencial que o aumento natural dos gastos em saúde não recaia integralmente sobre os cidadãos, mas seja gerido com políticas que valorizem alternativas que gerem economia sem sacrificar a qualidade dos tratamentos.

Como quem observa a respiração da cidade em dias de transição, Zagaria convidou a um olhar paciente sobre as políticas públicas: apoiar equivalentes e biossimilares é, na sua visão, como cuidar das raízes para garantir futuras colheitas — investir hoje em medicamentos que produzem poupança é proteger o acesso às terapias amanhã.

O apelo de Egualia replica uma preocupação comum entre produtores e gestores: preservar a função social do sistema de saúde por meio de regras mais equilibradas. A eliminação de instrumentos considerados distorsivos e a adoção de processos de compra mais estáveis e previsíveis surgem como caminhos concretos para que o Serviço Sanitário Nacional mantenha sua missão sem transferir custos indevidos aos cidadãos.

Em suma, na voz de Zagaria ecoa um convite à responsabilidade compartilhada — instituições, empresas e sociedade caminhando juntas para que o sistema de saúde, como uma paisagem bem cuidada, continue saudável, sustentável e acessível a todos.