Fiaso: fortalecer a rede territorial é chave para cuidar melhor de quem vive com diabetes
Fiaso pede rede territorial forte, PDTA e telemedicina para melhorar prevenção e continuidade no cuidado de pessoas com diabetes na Itália.
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Fiaso: fortalecer a rede territorial é chave para cuidar melhor de quem vive com diabetes
ROMA, 19 de março de 2026 — Em um cenário onde a saúde pública precisa respirar com a mesma cadência dos territórios, Fiaso ressaltou a urgência de uma rede territorial robusta para atender com mais proximidade e equidade as pessoas com diabetes. A observação veio de Giuseppe Quintavalle, presidente da associação, durante os Estados Gerais do Diabetes realizados no CNEL.
Quintavalle lembrou que a batalha contra o diabetes não se vence apenas no hospital, mas no campo cotidiano onde as necessidades surgem: «É preciso reforçar a capacidade do sistema para garantir prevenção, presa in carico e continuidade assistencial, com risposte sempre mais omogenee e vicine ai cittadini sui territori». Em outras palavras, a programação só se concretiza quando as empresas de saúde e os hospitais traduzem planos em organização real de serviços.
O caminho proposto passa por uma presa in carico integral que nasce no território e por novos modelos de prevenção. Fundamental, segundo Quintavalle, é a implementação dos Percorsi Preventivi Diagnostico Terapeutici Assistenziali (PDTA), instrumentos projetados para detectar precocemente necessidades e acompanhar a pessoa ao longo de todo o percurso de cuidado.
Como uma colheita bem pensada que começa na primavera, a prevenção produz frutos quando as rotas de cuidado estão bem traçadas. Nesse sentido, a telemedicina já tem dado contribuição relevante, especialmente nas áreas mais frágeis: ela encurta distâncias e preserva vínculos terapêuticos. Quintavalle destacou a importância de reforçar a telemedicina dentro de percursos assistenciais estruturados, para que não seja apenas um recurso pontual, mas parte integrante da jornada do paciente.
Além disso, os recursos do PNRR podem e devem acompanhar esse processo, oferecendo ferramentas para modernizar a oferta e uniformizar risposte sul territorio. Pensar o cuidado como uma respiração que envolve cidades e vilarejos é entender que cada ação preventiva e cada consulta remota são respingos que alimentam o bem-estar coletivo.
No tom que gosto de usar, atento ao cotidiano italiano, trata-se de regar as raízes do bem-estar: fortalecer os serviços locais significa permitir que o tempo interno do corpo do paciente se alinhe com o ritmo das estações da cidade — menos deslocamentos, mais acompanhamento, intervenções no momento certo.
Os Estados Gerais do Diabetes 2026, portanto, reafirmaram uma visão clara: políticas e investimentos devem convergir para uma rede que seja próxima, homogênea e capaz de garantir continuidade. Só assim conseguiremos transformar planejamento em cuidado vivido, dando ao cidadão com diabetes a segurança de um percurso assistencial que o acompanhe como a paisagem acompanha a mudança das estações.
Redação Espresso Italia — Alessandro Vittorio Romano


