Hormônios, os registas da saúde: 30% das doenças crônicas ligadas a desequilíbrios evitáveis

30% das doenças crônicas estão ligadas a desequilíbrios hormonais evitáveis; SIE promove prevenção no Dia Mundial dos Hormônios 2026.

Hormônios, os registas da saúde: 30% das doenças crônicas ligadas a desequilíbrios evitáveis

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Hormônios, os registas da saúde: 30% das doenças crônicas ligadas a desequilíbrios evitáveis

ROMA, 23 de abril de 2026, 15:06 — Por Alessandro Vittorio Romano, Espresso Italia

Da mesma forma que a paisagem italiana respira entre estações, o corpo humano vive um tempo interno marcado por sinais sutis que chamamos de hormônios. Segundo a Sociedade Italiana de Endocrinologia, cerca de 30% das doenças crônicas estão associadas a desequilíbrios hormonais que, em muitos casos, poderiam ser evitados. A constatação vem à tona às vésperas do Dia Mundial dos Hormônios, celebrado em 24 de abril de 2026, quando especialistas intensificam ações de prevenção e informação.

É uma verdade silenciosa: metade dos italianos desconhece ou subestima o papel desses mensageiros biológicos — pequenas chaves que abrem portas para a energia, o metabolismo, a reprodução e até o humor. Do diabetes à infertilidade, da osteoporose às doenças da tireóide, muitos quadros crônicos têm raízes endócrinas que podem ser identificadas precocemente.

“São mensageiros produzidos por glândulas como a hipófise, a tireóide, o pâncreas, os testículos e os ovários, mas também por tecidos como o tecido adiposo, o estômago e o intestino, o coração, os rins, a pele, os pulmões e os ossos”, explica Diego Ferone, presidente da SIE e diretor da UOC Endocrinologia do Policlinico San Martino de Gênova. “Existem dezenas de hormônios diferentes — insulina, testosterona, cortisol, estrogênios, prolactina, adrenalina, hormônios tireoidianos, melatonina, leptina — e cada um tem uma função bem definida.”

Ferone lembra que, ao longo da vida, três em cada quatro pessoas poderão se confrontar com um problema hormonal, e há mais de 400 doenças raras diretamente correlacionadas ao sistema endócrino. Essa estatística pede uma colheita de hábitos conscientes: alimentação, sono, movimento e atenção aos sinais do corpo formam a base de prevenção.

As iniciativas promovidas pela Sociedade Italiana de Endocrinologia para o World Hormone Day 2026 incluem campanhas informativas e programas de rastreamento, com o objetivo de traduzir linguagem técnica em práticas diárias acessíveis. Em minha observação das rotinas italianas, isso significa ajustar o relógio interno com a mesma delicadeza com que se escolhe a estação certa para plantar: pequenas intervenções que revertem tendências a longo prazo.

Prevenção não é só exame clínico; é escuta: perceber cansaço incomum, mudanças de peso sem causa aparente, alterações do sono, libido ou humor pode ser o primeiro passo. Profissionais alertam para a importância do diagnóstico precoce e do acesso a serviços especializados, sobretudo porque muitos desequilíbrios são tratáveis e sua correção reduz significativamente o risco de complicações crônicas.

Num país onde a vida cotidiana se harmoniza com ritos e ritmos sazonais, cuidar do próprio sistema hormonal é aprender a ouvir as estações internas do corpo. A mensagem dos especialistas é clara: com informação e prevenção é possível transformar o inverno da mente e do corpo em uma primavera de bem-estar.

Para saber mais sobre as ações do Dia Mundial dos Hormônios e orientações práticas, acompanhe as campanhas da Sociedade Italiana de Endocrinologia e procure avaliação médica diante de sinais persistentes.