ISS: em 10 anos quase halved as histerectomias pós-parto, mas ainda atingem centenas de mulheres

ISS: histerectomias pós-parto quase reduzidas pela metade em 10 anos; estudo 2024-26 aponta 5,6 casos por 10.000 partos e variações regionais.

ISS: em 10 anos quase halved as histerectomias pós-parto, mas ainda atingem centenas de mulheres

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ISS: em 10 anos quase halved as histerectomias pós-parto, mas ainda atingem centenas de mulheres

Por Alessandro Vittorio Romano - Espresso Italia

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O tempo da assistência materna na Itália tem mostrado sinais de mudança: segundo dados apresentados no encontro internacional Inoss-ItOss — ItOss, vigilância do Centro Nacional para a Prevenção das Doenças e Promoção da Saúde do ISS (Istituto Superiore di Sanità), e o Inoss (International Network of Obstetric Survey Systems) —, as histerectomias realizadas após o parto quase se reduziram pela metade em 10 anos. Ainda assim, continua sendo um procedimento que envolve centenas de mulheres a cada ano.

Os resultados mais recentes surgiram de um amplo estudo populacional conduzido entre 2024 e 2026, que abrangeu 376 pontos de nascimento e cobriu cerca de 98% dos nascimentos no país. No período de vigilância prospectiva de dois anos foram sinalizados 384 casos de histerectomia periparto, o que corresponde a uma taxa de 5,6 por 10.000 partos.

Os números, entretanto, não são homogêneos no território: o estudo aponta diferenças geográficas, com o Norte registrando 4,8 casos por 10.000 partos e o Centro 5,0 por 10.000, evidenciando variações regionais na ocorrência e, possivelmente, no acesso a alternativas terapêuticas e práticas clínicas.

É importante lembrar o que significa esse procedimento: a histerectomia periparto é uma cirurgia de emergência que envolve a remoção do útero e é geralmente realizada como medida salvadora diante de uma hemorragia pós-parto grave. Apesar da sua queda ao longo da última década, ela permanece como um marcador sensível das complicações obstétricas mais sérias.

No encontro, especialistas e autoridades de saúde desenharam um retrato que não é apenas de números, mas de trajetórias humanas — mulheres que atravessaram o risco e sistemas de cuidado que se adaptaram. A queda apontada pelo ISS traduz um progresso no cuidado obstétrico, mas também abre a agenda para reduzir desigualdades regionais e garantir que práticas eficazes cheguem a todas as maternidades italianas.

Como um observador que transita entre a respiração da cidade e o compasso do corpo, vejo nesses dados tanto a colheita de políticas e treinamentos quanto a necessidade de manter viva a vigilância. A paisagem da saúde materna muda, mas as raízes do bem-estar exigem atenção contínua: protocolos, formação das equipes, disponibilidade de recursos e caminhos para tratamentos conservadores que possam evitar a cirurgia quando segura e possível.

O estudo reforça duas mensagens claras: a primeira, a de que avanços concretos podem reduzir riscos graves; a segunda, a lembrança de que cada número representa uma mulher e uma família que passaram por um inverno de incertezas. Guardar esse aprendizado nas práticas e espalhá-lo como uma semente pelas regiões é o próximo passo para transformar a redução estatística em segurança real e perene.

Em suma, a redução das histerectomias pós-parto é um sinal de progresso, mas não um ponto final. Mantém-se a urgência de políticas integradas e de atenção equitativa para que o nascer de cada novo dia seja também um renascer de confiança nas práticas de maternidade.

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