Annegamenti: 604 mortes na Itália em dois anos; crianças e idosos entre os mais afetados

Itália registrou 604 mortes por anegamento em 2024-2025; crianças e idosos entre os mais afetados. Recomendações do ISS para prevenção.

Annegamenti: 604 mortes na Itália em dois anos; crianças e idosos entre os mais afetados

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Annegamenti: 604 mortes na Itália em dois anos; crianças e idosos entre os mais afetados

Na Itália, o balanço é pesado como uma maré que chega de repente: foram registradas 604 mortes por anegamento no bienio 2024-2025, segundo a relação anual do Observatório para o desenvolvimento de uma estratégia nacional de prevenção dos anegamentos e dos incidentes em águas de banho, publicada pelo Istituto Superiore di Sanità (ISS). O documento foi lembrado pelo Ministério da Saúde por ocasião do Dia Mundial de Prevenção do Anegamento, celebrado em 25 de julho.

Entre as vítimas, aproximadamente 23% eram crianças e jovens até 24 anos, enquanto cerca de 30% tinham mais de 65 anos. Os números ressaltam uma paisagem humana fragmentada: jovens que ainda aprendem os ritmos do corpo na água e idosos para os quais o mergulho pode desencadear um súbito mal-estar.

Em consonância com dados da Organização Mundial da Saúde citados pelo Ministério, o panorama global também é alarmante: cerca de 300.000 óbitos por anegamento ao ano no mundo, com uma incidência particularmente elevada entre crianças de 1 a 14 anos. No contexto italiano, mais de 80% dos casos envolveram pessoas do sexo masculino, enquanto 19,3% foram do sexo feminino.

Quanto ao local dos acidentes, quase metade dos eventos letais ocorreu no mar (46,8%) e outra metade em águas interiores — rios e lagos — (46,2%). Piscinas foram responsáveis por 6,2% dos anegamentos, com um envolvimento predominante de crianças e adolescentes.

As regiões mais afetadas no bienio foram: Lombardia (90 casos), Vêneto (73), Toscana (52), Lácio (51), Puglia, Sardenha e Sicília (41 cada) e Emília-Romanha (37). Esses números desenham um mapa onde a geografia e os costumes locais se entrelaçam com os riscos.

O relatório aponta fatores de risco recorrentes nos ambientes naturais: malori súbitos, correntes, instabilidade dos fundos, comportamentos imprudentes, reduzida percepção do perigo e capacidades reduzidas de natação. Para pessoas com mais de 60 anos, os incidentes associados a mal-estares atingem cerca de 120 indivíduos por ano; nos rios, aproximadamente 70 pessoas morrem anualmente.

As recomendações do Observatório soam como conselhos de quem caminha à beira d'água: para pais e acompanhantes, nunca deixar crianças desassistidas perto de qualquer massa de água e impedir o acesso não vigiado às piscinas domésticas ou condominiais. Incentivar o aprendizado precoce do nadar é uma espécie de plantio de segurança para a vida.

Para jovens e adultos, o apelo é claro: não entrar na água com bandeira vermelha ou mar agitado, evitar nadar contra correntes de retorno e não saltar sem conhecer a profundidade e as características do fundo. Para adultos e idosos, recomenda-se limitar esforços — sobretudo com o avançar da idade ou sem treino — evitar imersões em condições desfavoráveis e consultar o médico em caso de patologias.

O Observatório lembra ainda a necessidade de atenção às águas interiores: temperaturas baixas, correntes, fundos, materiais presentes e estabilidade das margens podem transformar um passeio tranquilo em risco. Por fim, a recomendação prática é respeitar proibições, ler a sinalização e, sempre que possível, escolher áreas de banho com assistentes de praia.

Vivemos numa costa e em paisagens de água que respiram com as estações; cultivar a segurança é aprender a ouvir essa respiração. Prevenir anegamentos é, no fundo, cuidar das raízes do bem-estar coletivo.