Paixão por pets: mais da metade das famílias italianas tem pelo menos um animal

Mais da metade das famílias italianas tem pets: 53,6 milhões entre peixes, gatos, cães e outras espécies. Dados do Rapporto Assalco-Zoomark 2026.

Paixão por pets: mais da metade das famílias italianas tem pelo menos um animal

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Paixão por pets: mais da metade das famílias italianas tem pelo menos um animal

Por Alessandro Vittorio Romano — A Itália revela, como numa paisagem que respira junto com as estações, uma forte ligação afetiva com os animais de estimação. Segundo a pesquisa SWG para a Assalco, apresentada no Rapporto Assalco-Zoomark 2026, o país acolhe cerca de 53,6 milhões de pets, um número que confirma a solidez do pet ownership no panorama nacional em 2025.

O quadro é diverso e cheio de nuances: os peixes são a espécie mais numerosa, com mais de 25 milhões de exemplares em cerca de 1,7 milhão de aquários. Atrás deles, figuram os gatos (11 milhões) e os cães (9,1 milhões), que permanecem como os principais motores do mercado de pet food em termos de difusão e relevância econômica. Outras espécies também pontuam a pluralidade do convívio doméstico: aves (4,1 milhões), répteis e anfíbios (2,7 milhões) e pequenos mamíferos (1,4 milhões), cada qual contribuindo para a segmentação e especialização da oferta.

A penetração dos animais de companhia nas famílias italianas alcança 54,5%, um sinal de que o fenômeno já faz parte da estrutura social. Esse índice sobe quando há crianças: atinge 66,7% nas famílias com filhos pequenos e mantém-se acima de 60% entre aquelas com filhos adultos que ainda convivem em casa. É como se a presença dos pets fosse uma colheita de hábitos que se integra aos ritmos familiares, não uma substituição de outras dinâmicas demográficas.

Em termos de presença, os cães estão em 28,7% das famílias italianas e os gatos em 26,7%, enquanto todas as demais categorias se mantêm abaixo de 5,5%. Ao olhar para a estrutura familiar, surgem diferenças interessantes: famílias com crianças pequenas mostram maior afinidade por cães (40,8% vs 28,7% da média), enquanto os gatos ganham mais espaço em lares com filhos mais velhos (33,7%).

As espécies não convencionais encontram espaço especialmente entre pais solteiros, um segmento marcado por diversificação — os peixes chegam a 11%, as aves a 7,3%, répteis a 5,7% e pequenos mamíferos a 4,0%. Isso sugere uma adaptabilidade destas espécies a contextos em que a gestão compartilhada e a responsabilização dos jovens são valorizadas.

Entre os solteiros, a presença de cães e gatos é equilibrada, derrubando o clichê de uma preferência felina exclusiva. Há ainda nuances de gênero: entre proprietários solteiros de cães predomínio masculino (25,3% homens vs 19,7% mulheres), enquanto nos gatos o desequilíbrio de gênero é menor, acompanhando o crescimento dos chamados “cat dad”.

O horizonte para o mercado permanece vivo: cerca de 20% das famílias sem animais de estimação dizem pretender adotar um pet nos próximos 12 meses, sinalizando um importante potencial de crescimento para o setor. É um cenário que lembra a respiração da cidade — constante, com picos e calmarias — e que reafirma como o convívio com os animais se entrelaça ao bem-estar cotidiano e aos ciclos da vida familiar.