Policlinico Umberto I inaugura Terapia Intensiva de alto biocontenimento com investimento de €3,7 milhões

Policlinico Umberto I inaugura UTI de alto biocontenimento com 20 leitos e investimento de €3,7M, equipada para ECMO e cuidados complexos.

Policlinico Umberto I inaugura Terapia Intensiva de alto biocontenimento com investimento de €3,7 milhões

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Policlinico Umberto I inaugura Terapia Intensiva de alto biocontenimento com investimento de €3,7 milhões

Por Alessandro Vittorio Romano — Em um gesto que combina prudência e esperança, o Policlinico Umberto I inaugurou um novo setor de Terapia Intensiva pensado para tempos de incerteza e para o cuidado prolongado: uma unidade de alto biocontenimento com 20 leitos, fruto de um investimento de 3,7 milhões de euros.

A estrutura foi instalada na IV Clinica Chirurgica, do Dipartimento di Emergenza-Accettazione, Anestesia e Aree Critiche, e nasce do fluxo de recursos previsto pelo Decreto‑Legge 34/2020, posteriormente integrado ao PNRR, conforme a Deliberação da Regione Lazio n. 236, de 25 de maio de 2023. É uma colheita de políticas e tecnologia que responde à lição deixada pela pandemia, mas com olhar voltado ao futuro.

Segundo Fabrizio d’Alba, Diretor‑Geral, “hoje inauguramos muito mais do que um novo reparto: entregamos às pessoas uma estrutura que representa um investimento em segurança, inovação e na capacidade do Policlinico de enfrentar os desafios de hoje e de amanhã”. Em outras palavras, é o primeiro tijolo de um hospital que quer ser mais moderno, seguro, sustentável e humano.

O novo setor está projetado para os mais altos padrões de biocontenimento e permite manejar com segurança tanto pacientes com doenças infeciosas de alta transmissibilidade quanto pessoas particularmente frágeis ou imunocomprometidas. As medidas incluem sistemas de isolamento, controle da pressão dos ambientes e percursos dedicados para reduzir o risco de infecções relacionadas à assistência.

Entre os 20 leitos, destacam‑se 8 quartos individuais com zonas filtro, concebidos para garantir isolamento bidirecional: proteger o paciente do meio externo ou, quando necessário, proteger o meio ambiente do paciente. A configuração facilita a gestão rápida tanto de casos isolados quanto de áreas de isolamento por coorte.

No campo tecnológico, a unidade conta com equipamentos de última geração e sistemas avançados de monitorização capazes de suportar insuficiência respiratória grave, suporte extracorpóreo ECMO, choque cardiogênico, assistência ventricular mecânica, insuficiência multiorgânica, diálise contínua e sistemas de depuração hepática. Todo o espaço é apoiado por telemetria multiparamétrica integrada e videovigilância em circuito fechado para monitoramento contínuo.

Mas a novidade não é apenas técnica. Houve atenção expressa à humanização do cuidado: ambientes luminosos, com luz natural pensada para o bem‑estar, e zonas de filtro que permitem o acesso protegido de familiares, mesmo dentro dos percursos de biocontenimento. É a tentativa de preservar a dignidade humana num ambiente que, por definição, exige medidas rígidas — como se a cidade respirasse com passos mais lentos e cuidadosos.

Como observador sensível, vejo nesta inauguração uma pequena transformação do cotidiano hospitalar: uma raiz de segurança que sustenta o florescer do cuidado. A unidade simboliza uma colheita de investimentos, protocolos e compaixão, pronta para responder quando o tempo pedir abrigo e técnica em igual medida.