Psoríase: visível na pele, mas doença sistêmica que exige tratamento precoce, alerta Sidemast
Psoríase é visível na pele, mas também é doença sistêmica: tratamento precoce previne comorbidades e melhora a qualidade de vida.
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Psoríase: visível na pele, mas doença sistêmica que exige tratamento precoce, alerta Sidemast
Por Alessandro Vittorio Romano – A psoríase é uma doença que se revela na superfície, mas que respira por dentro: não é apenas um problema dermatológico, é uma verdadeira doença sistêmica movida por uma inflamação crônica que afeta o corpo além da pele. Foi com essa sensível imagem do “tempo interno do corpo” que Alessandro Borghi, membro del Consiglio direttivo della Sidemast, descreveu a condição na apresentação dos resultados do (H) Open Day sulla psoriasi, realizada hoje em Roma.
O evento, promovido da Fondazione Onda em parceria com a Sidemast e patrocinado pela Apiafco, mobilizou 97 estruturas de saúde no dia 11 de março, oferecendo gratuitamente mais de 750 consultas e aconselhamentos dermatológicos. A iniciativa foi apoiada pelo contributo incondizionato da Bristol Myers Squibb.
Borghi lembrou que a psoríase atinge cerca de 2-3% da população italiana e tem duas características que a tornam tão impactante. A primeira: é visível porque acomete a pele — nosso “biglietto da visita” — e isso provoca forte efeito emocional e social, com repercussões no trabalho e nas relações. A segunda: é sistêmica, sustentada por uma inflamação que pode envolver outros órgãos, elevando o risco de comorbidades.
Entre as comorbidades mais frequentemente associadas estão a síndrome metabólica, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, além de alterações intestinais e hepáticas. A dimensão psicológica também é significativa: o impacto emocional integra a própria doença e precisa ser olhado com a mesma atenção do quadro cutâneo.
Clinicamente, a forma mais comum é a psoríase em placas, ou “volgare”, caracterizada por placas eritematosas e escamosas que surgem em várias áreas do corpo. É uma doença sintomática: 60-70% dos pacientes relatam prurido, uma queixa que altera o sono e o bem-estar. O início costuma ocorrer em idade jovem, inclusive na infância, o que reforça a necessidade de diagnóstico precoce e ação imediata.
“Tratar a psoríase desde o início é fundamental”, disse Borghi. O tratamento precoce não só melhora de forma significativa a aparência da pele e os sintomas, como também age nos mecanismos inflamatórios subjacentes, potencialmente prevenindo complicações e o aparecimento de outras doenças associadas.
Hoje existe um leque crescente de opções terapêuticas, daquelas tópicas como cremes e fototerapia, até os medicamentos mais avançados — os biológicos e as small molecules — possibilitando cuidados cada vez mais personalizados, porque a psoríase não é igual para todos.
Como observador atento das estações do corpo e da cidade, concluo que a abordagem da psoríase deve ser holística: olhar a pele como superfície visível de um jardim interno, cuidar da paisagem emocional e atuar cedo nas raízes inflamatórias. Se notar lesões, coceira persistente ou impacto na qualidade de vida, procure um dermatologista: o tempo é um aliado quando se trata de bem-estar.