Mondelēz reforça compromisso com cadeias mais sustentáveis no Salone CSR 2026
Mondelēz reafirma no Salone CSR 2026 compromisso com cadeias mais resilientes e sustentáveis, focando redução de emissões no abastecimento.
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Mondelēz reforça compromisso com cadeias mais sustentáveis no Salone CSR 2026
Por Aurora Bellini — Em uma conversa iluminada pelo propósito e pela ação, Mondelēz International reafirmou em Milão seu compromisso com a sustentabilidade e a resiliência das cadeias produtivas. Francesco Crocco, ESG Italy Lead & Energy Manager da companhia, apresentou na 14ª edição do Salone della Csr e dell'Innovazione os caminhos práticos que a empresa vem trilhando para reduzir impactos e fortalecer comunidades que sustentam sua produção.
Segundo Crocco, o ponto de partida da estratégia é o purpose corporativo: "Empower people to snack right". A partir daí, a sustentabilidade ocupa um dos quatro pilares centrais da atuação da Mondelēz na Itália, orientando investimentos, políticas de compras e programas com produtores. “Mais de 70% das emissões de CO2 da nossa organização derivam do aproveitamento de matérias‑primas”, destacou Crocco, enfatizando que é exatamente nesse elo — onde a empresa encontra agricultores, fornecedores e comunidades locais — que concentram-se os maiores esforços para criar cadeias mais resilientes e sustentáveis.
Num mundo onde luz e sombra se alternam sobre os desafios climáticos, a empresa busca semear soluções que gerem impactos reais: manejo agroecológico, práticas de produção com menor pegada carbônica, apoio a práticas regenerativas e programas de capacitação para pequenos produtores. Essas ações são pensadas para fortalecer a base produtiva, reduzir a volatilidade das matérias-primas e, consequentemente, diminuir emissões.
O Salone CSR e dell'Innovazione, encontro que reúne líderes do setor, acadêmicos e organizações da sociedade civil, serviu como palco para compartilhar aprendizado e construir redes colaborativas. Para Crocco, a troca de saberes é essencial: “Precisamos trabalhar com fornecedores e comunidades para que as mudanças sejam duradouras e benéficas para todos.”
Da perspectiva da sustentabilidade corporativa, concentrar-se no fornecimento significa também iluminar caminhos para transparência, rastreabilidade e inovação — elementos que permitem mensurar progresso e replicar boas práticas. São medidas que, quando combinadas, desenham um horizonte límpido para cadeias de valor que respeitam pessoas e planeta.
Como curadora de progresso e defensora de uma transformação ética dos negócios, vejo nesse movimento um exemplo de como empresas globais podem cultivar valores locais: investir em capacidades produtivas, apostar na redução das emissões no berço das matérias-primas e construir parcerias que gerem resiliência social e ambiental. É um trabalho de longo prazo, que exige persistência, rigor técnico e uma visão que alia lucro responsável a legado positivo.
Nosso repasse dessas declarações e das iniciativas apresentadas no Salone provém do diálogo direto com a Mondelēz realizado durante o evento, em contexto promovido pela Espresso Italia, que valoriza a troca de conhecimento como ferramenta de transformação. Ao iluminar esses projetos, incentivamos que outras organizações também invistam em cadeias que floresçam com justiça e eficiência.
Em essência, tratar a sustentabilidade como pilar estratégico é reconhecer que a verdadeira resiliência nasce quando se cultiva a base: solo fértil, fornecimentos responsáveis e comunidades fortalecidas. Assim, o lanche do futuro pode ser não apenas saboroso, mas também justo e regenerativo — um legado que vale semear.

