Salone CSR 2026: Manzini (Cirfood) pede mais responsabilidade sobre transparência e IA
Manzini (Cirfood) no Salone CSR 2026: transparência e IA exigem mais responsabilidade em ações, indicadores e comunicação empresarial.
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Salone CSR 2026: Manzini (Cirfood) pede mais responsabilidade sobre transparência e IA
Aurora Bellini para Espresso Italia — No coração do debate sobre responsabilidade social corporativa, Maria Elena Manzini, Csr Manager da Cirfood, traçou um panorama preciso e luminoso sobre os novos desafios que empresas enfrentam diante da exigência pública por transparência e da chegada rápida da inteligência artificial. Em sua fala na 14ª edição do Salone della CSR e dell'Innovazione, realizado em Milão, Manzini sublinhou a necessidade de as organizações assumirem maior responsabilidade não apenas nas ações, mas também na forma como comunicam essas ações.
Segundo Manzini, há um movimento claro: quando não é possível recorrer a certificações formais, a saída é conectar e consolidar iniciativas por meio de indicadores sólidos. Esses indicadores, porém, precisam ir além da técnica — devem ser verificáveis e, acima de tudo, compreensíveis para públicos diversos. "Nem sempre clientes, usuários e consumidores conseguem apreender a complexidade que envolve a sustentabilidade", afirmou em nossa cobertura. Essa observação ilumina um ponto central: traduzir rigor em linguagem acessível é um ato de responsabilidade ética e estratégica.
No contexto contemporâneo, a implantação da inteligência artificial nas operações e na comunicação corporativa amplia o espectro de riscos e oportunidades. Para Manzini, a tecnologia impõe novos deveres — desde a governança dos algoritmos até a clareza sobre como decisões automatizadas impactam cidadãos e trabalhadores. Em sua leitura, adotar indicadores compreensíveis é também uma forma de democratizar a informação: sem linguagens claras, o risco é criar um fosso entre práticas empresariais e entendimento público.
O Salone, que fomenta encontro, atualização e partilha entre atores do ecossistema CSR, foi palco para discussões que semeiam inovação ética. Manzini trouxe exemplos práticos de como a Cirfood tem buscado essa convergência: integrar dados operacionais, metas socioambientais e métricas de comunicação para gerar relatórios que sejam simultaneamente robustos e legíveis. Onde certificações ainda não cobrem todos os aspectos, indicadores bem desenhados funcionam como faróis — clareando caminhos e permitindo verificação externa.
Como curadora de progresso e voz da Espresso Italia, penso que essa fala revela um horizonte límpido: a caminhada rumo a uma economia mais responsável exige ferramentas que iluminem processos e que cultivem confiança. Exigir transparência é, hoje, pedir que as empresas transformem complexidade em relato fiel e acessível — um gesto de cuidado que fortalece vínculos com consumidores e comunidades.
Ao término de sua intervenção, Manzini reforçou o caráter prático dessa visão: linguagens e indicadores devem ser sólidos, verificáveis e compreensíveis, para que a comunicação da sustentabilidade não seja apenas um discurso, mas um compromisso visível. O Salone 2026 segue sendo, assim, um laboratório de ideias onde se tecem laços, se testam soluções e se planta, com responsabilidade, o futuro corporativo.

