Massimiliano Giansanti é reeleito por unanimidade à frente do COPA; Lollobrigida vê garantia para a agricultura europeia
Massimiliano Giansanti reeleito no COPA; Lollobrigida destaca garantia para a agricultura e pressão pelo orçamento da UE 2028-2034.
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Massimiliano Giansanti é reeleito por unanimidade à frente do COPA; Lollobrigida vê garantia para a agricultura europeia
Bruxelas – Em um movimento que reafirma continuidade estratégica no seio das representações agrícolas europeias, Massimiliano Giansanti, presidente da Confagricoltura, foi reeleito por unanimidade à frente do COPA. A confirmação ocorreu durante a sessão plenária do comitê de presidência, reunida em Bruxelas no dia 2 de outubro de 2026.
Em declaração imediata, Giansanti afirmou que pretende dar seguimento ao caminho já iniciado rumo a uma nova Política Agrícola Comum (PAC) que proteja o rendimento e o papel dos agricultores europeus: "Pretendo prosseguir no percurso avviato verso una nuova PAC che possa tutelare il reddito e il ruolo degli agricoltori europei, in prima linea ogni giorno per garantire a tutti noi beni di prima necessità, nonché la tenuta delle nostre preziose aree rurali". A declaração, traduzida e reinterpretada para o contexto político europeu, sublinha a prioridade da organização em manter a agricultura como pilar da segurança coletiva.
Giansanti seguirá com a atual equipe de seis vice-presidentes: Nikolaus Berlakovich (LKÖ, Áustria), Søren Søndergaard (DAFC, Dinamarca), Franck Sander (FNSEA, França), Pedro Barato (ASAJA, Espanha), Jan Doležal (AKCR, República Tcheca) e Francie Gorman (IFA, Irlanda). "Encaro este novo mandato com grande senso de responsabilidade e empenho", afirmou o líder reeleito, numa voz que procura conjugar técnica e diplomacia.
No núcleo das prioridades destacadas por Giansanti está a negociação do Quadro Financeiro 2028-2034, etapa que descreveu como "agora ou nunca" para reforçar a posição da agricultura europeia no xadrez geopolítico: "O alimento é soft power e a nossa segurança alimentar deve permanecer no topo da agenda política da União, ao lado da defesa das fronteiras e do abastecimento energético". Neste raciocínio, Giansanti apontou que, frente aos choques climáticos e aos choques no mercado energético, as grandes potências estão a concentrar investimentos em recursos estratégicos — posição que a União Europeia não pode ignorar.
Giansanti enfatizou que, para responder aos desafios climáticos e às tensões geoeconômicas, é imprescindível um orçamento europeu adequado. "O compromisso do COPA é que a agricultura europeia seja reconhecida como recurso estratégico", declarou o presidente reeleito, sinalizando uma tentativa de redesenhar fronteiras invisíveis de influência através da política orçamental.
Do campo político, chegaram felicitações imediatas. O ministro italiano da Agricultura, Francesco Lollobrigida, saudou a reeleição como prova de que a Itália voltou a contar nas instâncias europeias: "Ter no topo do COPA uma liderança competente e experiente como a de Giansanti representa uma garantia para todo o setor agrícola". A vice‑presidente do Parlamento Europeu, Antonella Sberna (Fratelli d'Italia – ECR), também valorizou o resultado como reconhecimento da competência italiana em representar os interesses do mundo rural em Bruxelas.
Do ponto de vista estratégico, a escolha unânime deve ser lida como um movimento de consolidação dentro de um tabuleiro onde os recursos alimentares ganham peso crescente. A reafirmação de Giansanti à frente do COPA promove estabilidade nas negociações futuras sobre a PAC e o orçamento plurianual, reforçando os alicerces — ainda que frágeis — da diplomacia agroalimentar europeia perante uma tectônica de poder global em transformação.
Por Marco Severini, Espresso Italia — análise e leitura geopolítica sobre os desdobramentos que moldarão o futuro da agricultura europeia.

