Pisa 2025: Itália se mantém acima da média OCDE e supera França e Alemanha

Pisa 2025: Itália acima da média OCDE em ciências e leitura, supera França e Alemanha; avanços e desafios no ensino aplicados ao contexto europeu.

Pisa 2025: Itália se mantém acima da média OCDE e supera França e Alemanha

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Pisa 2025: Itália se mantém acima da média OCDE e supera França e Alemanha

O relatório Pisa 2025, a maior avaliação internacional já realizada — com cerca de 76.000 estudantes de 91 países — revela um quadro global de declínio de competências entre os países da OCDE. Em termos agregados, trata-se do nível médio mais baixo observado desde o início das séries comparáveis, em 2015, com retrocessos em ciências, leitura e matemática.

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No pódio mundial permanecem as áreas do Extremo Oriente: várias províncias da China, Singapura, Macau, Taipei chinês, o Japão e a Coreia figuram entre os dez primeiros, ao lado da Estónia e do Reino Unido. É um desenho geopolítico do saber que confirma, em termos de tectônica de poder, a primazia das estratégias educativas orientais.

Para os 38 países da OCDE analisados, um em cada cinco alunos de 15 anos apresenta hoje um nível insuficiente em ciências, matemática e leitura — cerca de 20% — contra 16% em 2022. Há exceções notáveis: Costa Rica, Eslováquia, Turquia e o Reino Unido mostram sinais de progresso; muitos outros, porém, registram estagnação ou retrocesso.

No tabuleiro europeu, a Itália merece atenção. Os resultados italianos em ciências melhoraram em relação a 2022 — um ganho de 6 pontos percentuais — situando-se em 483 pontos, isto é, ligeiramente acima da média OCDE (um ponto a mais). Em matemática, os estudantes italianos alcançaram 468 pontos, contra 463 da média OCDE, e em leitura o desempenho é ainda mais relevante: 474 pontos, 13 acima da média OCDE, nível igual ao da Finlândia e superado apenas por Reino Unido e Irlanda entre os países que melhoraram.

Por outro lado, o retrato italiano não é de avanço acrítico: houve recuos recentes em leitura (-7 pontos) e matemática (-3 pontos) quando comparados com a última detecção. O presidente do Invalsi, Roberto Ricci, observou que “a Itália se coloca entre o grupo de países che mantêm os resultados: o nosso sistema escolar permanece estável e, em alguns contextos, até melhora; na leitura, que traduz a compreensão de textos, atingimos níveis acima da média OCSE”.

O dado de leitura é ainda mais significativo se considerado em perspectiva histórica: desde 2015, a queda nessa habilidade foi de 28 pontos em média entre os países avaliados — um dos alicerces mais frágeis desta nova geografia educacional.

Outra novidade metodológica do Pisa 2025 foi a inclusão do domínio do problem solving computacional, que combina raciocínio lógico e competências digitais. Nele, a Itália aparece 10 pontos abaixo da média OCDE, um lembrete de que o aperfeiçoamento digital dos currículos permanece uma tarefa estratégica.

Em suma, o quadro desenhado por Pisa 2025 não é um xeque-mate: é antes um movimento decisivo no tabuleiro, que evidencia a estabilidade relativa da Itália face a uma média OCDE em declínio, mas também assinala pontos críticos a serem trabalhados pela política educativa. A análise exige, como sempre, visão de longo prazo e reformas que integrem leitura, ciências e competências digitais como fundamentos de uma diplomacia do conhecimento.

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