Azerbaijão anuncia voos diretos Bacu–Bruxelas em 2027 e convida a explorar além da cidade

Azerbaijão terá quatro voos diretos Bacu–Bruxelas em 2027; saiba como usar Bacu como entrada para explorar Sim, rotas da seda e montanhas.

Azerbaijão anuncia voos diretos Bacu–Bruxelas em 2027 e convida a explorar além da cidade

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Azerbaijão anuncia voos diretos Bacu–Bruxelas em 2027 e convida a explorar além da cidade

Por Erica Santini — Em notícias que prometem despertar o desejo de viajar, o Azerbaijão reforça a sua ligação com a Europa: a partir de 8 de maio de 2027, a Azerbaijan Airlines vai operar quatro voos diretos semanais entre Bacu e Bruxelas. O anúncio foi feito por Florian Sengstschmid, diretor executivo do Azerbaijan Tourism Board, durante a Euronews Travel & Tourism Summit 2026.

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Sengstschmid sublinhou como a capital se transformou, na última década, num verdadeiro polo regional. O Aeroporto Internacional Heydar Aliyev, em Bacu, figura entre os melhores, com classificação de cinco estrelas nas avaliações regionais da Skytrax, enquanto a companhia aérea nacional foi distinguida este ano como a melhor companhia aérea regional da Ásia Central pela mesma entidade.

Apesar de celebrar a melhoria da conectividade com estas quatro ligações semanais, Sengstschmid faz um convite que me encanta como curadora de viagens: usar Bacu não só como destino, mas como porta de entrada para uma jornada pelo interior do país. “A ideia é viajar para lá de Bacu, seguir pela Rota da Seda, percorrer vales laterais e aldeias com património ancestral”, disse ele, apontando os locais classificados pela UNESCO, as vilas das encostas do Grande Cáucaso e o emblemático Palácio do Cã.

Entre os segredos a descobrir, Sengstschmid destacou a aldeia de Sim, no sul do país, que descreveu poeticamente como “um conto de fadas coberto de musgo”, com casas de madeira, cascatas e uma biodiversidade surpreendente. “Sente-se um pouco como se estivesse na selva, mas no centro está, no fundo, o Azerbaijão”, afirmou, lembrando que é ao abandonar a cidade e mergulhar na paisagem que se encontra a verdadeira alma do destino e pessoas calorosas e hospitaleiras — literalmente dolce far niente na versão azeri.

O país oferece contrastes climáticos que vão de zonas semi-desérticas até picos com mais de 4.000 metros, permitindo experiências que estimulam os cinco sentidos: o perfume dos vinhedos, a textura do tempo nas paredes de vilarejos antigos, a luz dourada sobre as montanhas e o som das cascatas escondidas. Em 2025, o turismo gerou cerca de 7 mil milhões de manats azeris (aproximadamente 3,5 mil milhões de euros), o equivalente a 5,4% do PIB, um reflexo também da capacidade do país em atrair grandes eventos como a Fórmula 1, a Eurovisão e a COP29.

Questionado sobre como descrever o Azerbaijão em três palavras, Sengstschmid respondeu: “autêntico, acolhedor e inspirador”. E eu, que vivi e respiro Itália e agora navego por estas paisagens do Cáspio com olhos de apaixonada, digo: Andiamo — há sempre um novo recanto por revelar neste país que continua a surpreender até quem nele já fez casa.

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