Em Bologna, o tesouro de Tutankhamon revive em exibição sensorial no Palazzo Belloni
Em Bologna, a mostra sobre Tutankhamon em Palazzo Belloni traz réplicas, VR e participação de Zahi Hawass — imersão histórica e sensorial a partir de 3/10/2026.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Em Bologna, o tesouro de Tutankhamon revive em exibição sensorial no Palazzo Belloni
Ciao, viajante curioso — aqui é Erica Santini para te levar por um roteiro onde a história sussurra e o passado ganha textura. A partir de 3 de outubro de 2026, Bologna abriga uma experiência dedicada ao jovem faraó: no elegante Palazzo Belloni abre suas portas uma mostra que reconstitui a descoberta que emocionou o mundo.
A exposição, com a participação especial do arqueólogo e egiptólogo Zahi Hawass, propõe um percurso imersivo e interativo que conduz o visitante pela vida, morte e rituais do Antigo Egito. Andiamo: são mais de cem réplicas de objetos, fotografias históricas e recriações arquitetônicas que recriam, com sensorialidade, o ambiente da célebre tumba descoberta por Howard Carter em 1922.
O roteiro acompanha os passos do arqueólogo britânico desde o acesso ao túmulo, passando pela anticâmara, até a câmara funerária e a conhecida Sala do tesouro. Entre as propostas interativas, destaque para um avatar de Howard Carter que dialoga com os visitantes, um Livro Mágico animado e uma experiência em realidade virtual que convida a «saborear a história» como se estivéssemos ao lado das caixas douradas e dos tecidos que guardaram um mistério milenar.
O acervo visual inclui três reproduções das mais de 1.400 fotografias originais feitas por Harry Burton durante as escavações — imagens que, mesmo em cópia, mantêm o perfume da poeira do deserto e a luz dos primeiros flashes sobre o ouro.
Uma atenção sensível é dada à complexa teia familiar do jovem faraó. Tutankhamon era filho de Akhenaton, o monarca que tentou revolucionar a religião egípcia e transferiu a capital para Amarna. A mostra explora também as repercussões das uniões consanguíneas na família real: estudos modernos apontam que fatores genéticos e doenças hereditárias podem ter influenciado a saúde precária do rei, oferecendo uma interpretação humana e científica para os enigmas do seu corpo e da sua breve vida.
Além da dimensão arqueológica, a exposição trata com leveza o imaginário popular — a lenda da maldição, a aura de mistério que acompanhou a descoberta — sem sensacionalismo, preferindo convidar o visitante a uma investigação calma e poética. É uma experiência pensada tanto para os amantes de história quanto para quem busca uma imersão estética: imagine tocar com os olhos as superfícies douradas, ouvir o eco das palavras de um arqueólogo-avatar, sentir a texture del tempo nas paredes recreadas.
Para quem planeja a visita, recomendo chegar com tempo: permita-se o Dolce Far Niente entre uma sala e outra, um café imaginário sob a luz bolognesa, e deixe que os detalhes — um relevo, uma fotografia, um objeto espelhado — revelem segredos. Andiamo: a história espera para ser degustada.

