Fim de semana de arte: de Brueghel a Matisse e Bacon — exposições imperdíveis
Exposições imperdíveis neste fim de semana: Brueghel, Matisse, Bacon e o retrato feminino em Parma. Dicas sensoriais para aproveitar cada visita.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Fim de semana de arte: de Brueghel a Matisse e Bacon — exposições imperdíveis
Ciao, viajante das artes — sou Erica Santini, e convido você a passear comigo por alguns tesouros que iluminam este primeiro fim de semana de outubro. Entre salas que sussurram séculos de histórias e quadros que ainda respiram, há exposições que merecem ser saboreadas com calma, como um café lungo ao entardecer.
Em Parma, a luz se volta para a presença feminina nas artes: a partir de 2 de outubro, o Palazzo del Governatore acolhe a mostra "Lei. Ritratti di donne, da Van Gogh a Modigliani e oltre". Curada por Renata Cristina Mazzantini e Cesare Biasini Selvaggi, a exposição reúne mais de 60 obras dispostas em 13 salas — pinturas, esculturas, desenhos, fotografias e tapeçarias — para investigar como a figura feminina capturou o olhar, a fantasia e o debate cultural entre os séculos XIX e XX. É um convite a saborear a história pelo olhar: faces reais e ideais que atravessam mais de duas centenas de anos de poesia visual. A mostra fica em cartaz até 8 de março, oferecendo tempo para quem quer mergulhar sem pressa.
Em Milão, o salto é para as origens dos gêneros pictóricos europeus: no Palazzo Reale abre a partir de 29 de setembro a exposição "I Brueghel. Le origini dei generi pittorici in Europa", um projeto de Bernard Aikema e curadoria de Carlotta Striolo. O percurso histórico e artístico apresenta mais de 80 obras — pinturas e desenhos — que traçam a dinastia dos Brueghel e seu papel na formação dos gêneros pictóricos. Andar por essas salas é como navegar por uma paisagem em miniatura: há humor, crítica social e a textura do tempo nas cenas cotidianas que estes mestres legaram. A mostra segue até 31 de janeiro, perfeita para amantes de detalhes e de narrativas pictóricas que se desdobram.
Também chamam atenção exposições que renovam o olhar sobre os Modernos, com foco em nomes como Matisse e Bacon. Esses artistas, cada um a seu modo, redescobrem a cor, a forma e a intensidade emotiva — peças que pedem contemplação e que costumam transformar a percepção do visitante. E, contrastando com o moderno, há ainda o fascínio da arte barroca assinada por Marcello Provenzale, cujo universo barroco nos lembra o prazer do Dolce Far Niente: dramaticidade, luz e sombra como atos de teatro nas paredes dos museus.
Se você planeja um passeio cultural, pense em deixar espaço na agenda para linger: feche os olhos diante de uma tela, respire o verniz antigo, sinta o perfume distante dos vernissages e deixe que os sentidos guiem sua escolha. Andiamo — descubra o instante em que a arte toca a pele do tempo.
Prática: verifique horários e eventuais reservas on-line, especialmente nas mostras mais concorridas. E se desejar um roteiro mais íntimo, eu sempre recomendo combinar uma visita por manhã, um almoço leve com delícias locais e uma segunda volta no final da tarde para captar a luz distinta que muda a cor dos quadros.

