Lerici é reconhecida entre os melhores vilarejos de turismo sustentável pelo UNWTO; Civita di Bagnoregio e Sabbioneta também são premiadas

Lerici recebe prêmio Best Tourism Village da UNWTO; Civita di Bagnoregio e Sabbioneta também são reconhecidas por turismo sustentável.

Lerici é reconhecida entre os melhores vilarejos de turismo sustentável pelo UNWTO; Civita di Bagnoregio e Sabbioneta também são premiadas

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Lerici é reconhecida entre os melhores vilarejos de turismo sustentável pelo UNWTO; Civita di Bagnoregio e Sabbioneta também são premiadas

Ciao, amici — trago uma notícia que me faz sorrir como quem descobre um vinho raro numa adega antiga: Lerici, a joia à beira do Golfo dei Poeti, foi premiada como Best Tourism Village pela Unwto durante a assembleia da Organização Mundial do Turismo, em Samarcanda, no Uzbequistão. É um reconhecimento que celebra não apenas a beleza das paisagens, mas a capacidade de preservar identidade, tradições e qualidade de vida através do turismo sustentável.

O programa Best Tourism Village da ONU seleciona localidades rurais que transformam o turismo em ferramenta de proteção das suas comunidades e de promoção dos Objetivos da Agenda 2030. A candidatura de Lerici, apresentada pelo Ministério do Turismo italiano, destacou como a cidade — com pouco mais de 10 mil habitantes — preserva atividades tradicionais e práticas culturais profundas, ingredientes que fazem de um lugar uma experiência autêntica.

Ao lado de Lerici, outras duas pérolas italianas foram contempladas: Civita di Bagnoregio, a mítica “cidade que morre” sobre o tufo na Tuscia Viterbese, e Sabbioneta, a pequena “città ideale” do Mantovano, desenhada por Vespasiano Gonzaga Colonna no século XVI. As três localidades foram escolhidas dentre 260 candidaturas de mais de 60 países, um processo que abre portas para um network global de trocas de experiências, boas práticas e parcerias entre setores público e privado.

“Uma notícia que nos enche de orgulho”, declarou a ministra do Turismo, Daniela Santanchè, lembrando que Lerici é uma entre as cerca de 5.600 vilas e borghi que compõem a Itália autêntica — aquela da manufatura, da hospitalidade e da cozinha que conta histórias. “Gemas preciosas, como Lerici, podem se tornar o cartão-postal do que somos e do que sabemos fazer”, disse a ministra, sublinhando o compromisso do governo em valorizar essas realidades.

Do lado local, o prefeito Leonardo Paoletti celebrou o prêmio com a serenidade de quem conhece a própria terra: “O turismo é a vocação do nosso território. O Golfo dei Poeti hospeda cultura em todas as suas formas. Trabalhamos para que nossa oferta vá além de praias e restaurantes: queremos experiências, qualidade e autenticidade”. Um agradecimento caloroso foi direcionado ao Ministério por apoiar a candidatura.

Para mim, Erica Santini, que percorre vielas, degusta azeites e ouve histórias junto à lareira, esta premiação é um convite ao Dolce Far Niente com propósito. Lerici nos lembra que o turismo pode ser uma dança harmoniosa entre visitante e comunidade — uma celebração sensorial: a luz dourada sobre as fachadas, o perfume do mar misturado ao das ervas, o toque áspero do tempo nas pedras, e a cumplicidade dos anfitriões prontos a compartilhar um segredo local.

Neste momento, enquanto o mundo se reúne para imaginar formas mais responsáveis de viajar, Lerici, Civita di Bagnoregio e Sabbioneta assumem o papel de embaixadoras do turismo que respeita pessoas, paisagens e memórias. Andiamo: que mais borghi italianos sigam este caminho, iluminando o mapa do turismo sustentável com a nossa hospitalidade sofisticada e o charme discreto das pequenas grandes cidades.