Malta 2026: viagens sem passaporte, agentes de IA e longevidade marcam a Cimeira Global do WTTC
Em Malta, WTTC 2026 discutiu viagens sem passaporte, agentes de IA, longevidade e inovação para transformar aeroportos e destinos.
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Malta 2026: viagens sem passaporte, agentes de IA e longevidade marcam a Cimeira Global do WTTC
Abra os sentidos e imagine a luz dourada de Malta refletida no mar: foi nesse cenário que se reuniu, na 26.ª edição, a Cimeira Global do WTTC. Centenas de líderes do turismo — ministros, CEOs, investidores e pensadores — encontraram-se para dissecar o presente e traçar rotas para o futuro de um setor que convida a Dolce Far Niente e ao encontro entre culturas.
Os painéis de discussão percorreram desde o turismo de luxo e a longevidade até a transformação da experiência nos aeroportos e o papel dos destinos na promoção de um crescimento sustentável. A equipe da Euronews Travel acompanhou de perto — e eu, Erica Santini, trago aqui os pontos que merecem ser saboreados com calma.
O destaque do evento foi a intervenção do ex-primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que subiu ao palco ao lado da presidente e CEO do WTTC, Gloria Guevara. Com a franqueza de quem conhece política e paixão por viagens, Trudeau criticou o que chamou de "Trump Slump": uma tendência global a políticas mais introspectivas que dificultam o acolhimento de visitantes. "O melhor contraponto a isso é o turismo", disse ele, lembrando que viajar é aprender a ser curioso, empático e aberto ao mundo. E, com um sorriso nostálgico, recomendou Montréal como destino imperdível — festivais vibrantes no verão e neve a convidar para cafés aconchegantes no inverno.
Numa conversa técnica sobre identidade digital e fronteiras, Paul Griffiths, CEO dos aeroportos de Dubai, lançou uma previsão audaciosa: em até cinco anos, os passaportes poderão deixar de ser necessários para viajar. A tecnologia, segundo ele, já existe; o desafio é a coordenação entre sistemas. Imagine passar pela imigração, retirar um carro alugado ou fazer check-in no hotel sem mostrar um documento físico — uma promessa de fluidez que nos faz pensar em viagens como uma sequência contínua de experiências sensoriais.
A inteligência artificial dominou outro eixo de debate. Christie Travers-Smith, diretora de Parcerias Estratégicas EMEA na Google, descreveu turistas que já são “viajantes supercapacitados”, guiados por IA na pesquisa e planeamento. O próximo passo? Confiar dados sensíveis, permitir que agentes de IA reservem voos, hotéis e até façam pagamentos — se a confiança for conquistada, a automação poderá redesenhar a jornada completa do viajante.
Entre painéis e cafés, falou-se também de experiências radicais, sustentabilidade, e como destinos podem envelhecer bem, oferecendo saúde, cultura e integração para visitantes longevos. Andiamo: o futuro combina hospitalidade sofisticada, tecnologia e o eterno desejo de descobrir o outro.
Ao terminar este relato, convido você a imaginar o perfume dos vinhedos e a textura do tempo nas paredes históricas de Malta — e a lembrar que o turismo, no seu melhor, é sempre um convite à empatia. Ciao, até a próxima descoberta.

