PSP aponta 67 infrações em táxis do Aeroporto de Lisboa após denúncias de burlas
PSP deteta 67 infrações em táxis do Aeroporto de Lisboa após denúncias de burlas; ações visam taxímetros, CMT e documentos irregulares.
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PSP aponta 67 infrações em táxis do Aeroporto de Lisboa após denúncias de burlas
Ciao, viajante: imagine desembarcar com a mala cheia de expectativa, sentir a luz dourada de Lisboa e, logo ali, perceber que a chegada pode virar um pequeno drama. Nas últimas semanas multiplicaram-se nas redes sociais relatos de turistas e residentes sobre golpes envolvendo táxis no Aeroporto de Lisboa. Vídeos e testemunhos falam em tarifas inflacionadas, taxímetros desligados ou adulterados e pedidos de pagamento apenas em dinheiro — uma verdadeira armadilha para turistas.
Quem chamou atenção foi a criadora de conteúdos Josien Nation, que publicou em 14 de agosto um vídeo onde descreve, com franqueza, duas situações típicas: em alguns casos o passageiro negocia um preço fixo com o motorista e o taxímetro fica desligado; em outros, o taxímetro nunca é ligado e o condutor determina, ao final da viagem, o valor que melhor lhe convier. "Os táxis são apenas um golpe", diz Josien, num tom que ecoou entre viajantes online.
Em fóruns como o Reddit, relatos semelhantes apareceram: um usuário contou que, após mais de uma década a apanhar táxis do aeroporto para o Largo do Rato, duas corridas numa mesma semana tentaram ser cobradas a valores muito superiores ao habitual — com desvios de quilómetros ou com um falso taxímetro no telemóvel, terminando em pedidos de 19 a 21 euros quando o preço normal ronda 11 euros.
A jornalista turca Zeynep Tinaz Redmont, residente em Portugal, também narrou uma situação stressante: numa viagem de volta do centro para o aeroporto foi surpreendida quando o motorista anunciou uma tarifa fixa de 25 euros depois de desligar o taxímetro. Constrangida, aceitou pagar 20 euros.
Esses relatos ganharam corpo e foram agora confraternizados por ação policial: a Polícia de Segurança Pública — PSP — realizou uma operação de fiscalização nas chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa, cerca de uma centena de veículos foram fiscalizados e foram detetadas 67 infrações relacionadas com a atividade dos táxis.
Do total, 32 infrações referem-se a "colocação indevida de taxímetro". Outras irregularidades apuradas incluem oito casos de falta de CMT (Certificado de Motorista de Táxi), seis por ausência de documentos obrigatórios e seis por extintores fora do prazo de validade. Uma operação que, numa linguagem direta, pretende devolver segurança à experiência do viajante.
Para nós, que amamos viajar com olhos sensoriais — saborear a história, ouvir as conversas nos cafés, perceber o perfume dos vinhedos mesmo antes de os ver — estas notícias soam como um convite a redobrar cuidados: confirme se o taxímetro está ativo ao entrar no veículo, recuse tarifas fechadas sem justificativa e prefira meios de pagamento que deixem rastros. Andiamo com prudência, mas sem perder o Dolce Far Niente da chegada.
A PSP e as entidades reguladoras locais continuam a acompanhar o caso, e esta operação é um passo importante para restaurar a confiança. Enquanto isso, meus caros, mantenham os olhos atentos, o espírito curioso e a elegância de um viajante preparado. Se acontecer algo, registem o número da matrícula, peçam recibo e denunciem: é assim que transformamos relatos soltos em mudanças reais.

