Tailândia, Japão e Austrália: por que Geração Z e millennials escolhem destinos tão diferentes

Estudo revela por que Tailândia atrai a Geração Z e Austrália lidera entre millennials: influência das redes sociais, preços e vistos de trabalho.

Tailândia, Japão e Austrália: por que Geração Z e millennials escolhem destinos tão diferentes

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Tailândia, Japão e Austrália: por que Geração Z e millennials escolhem destinos tão diferentes

Pergunte a um amigo da Geração Z e a outro millennial para onde sonham viajar este ano e prepare-se para ouvir respostas que parecem pertencer a dois cardápios distintos. Um novo estudo da Adventure360, que analisou mais de 4.700 reservas efetuadas no último ano, revela padrões fascinantes: diferenças de orçamento, inspiração social e tendências virais estão redesenhando as rotas de cada geração.

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Para os mais jovens, a favorita é inequívoca: a Tailândia lidera com folga, aparecendo em 29,2% das reservas da Geração Z — o valor mais alto registado para qualquer uma das gerações no estudo. Já entre os millennials, a primeira posição vai para a Austrália (17,8%), com a Tailândia logo atrás (17,4%).

Curiosamente, destinos como Camboja, Laos e Nova Zelândia surgem no top 10 dos mais jovens, enquanto o top 10 dos millennials privilegia países como Japão, Grécia e Islândia — locais que praticamente não aparecem nas escolhas da Geração Z.

Os especialistas da Adventure360 associam essas distinções a dois vetores principais: preço e inspiração em rede social. Para a Geração Z, as viagens muitas vezes nascem de vídeos curtos e virais: lembram-se do challenge que transformou os corredores de Angkor Wat no Camboja em cenário de um remake de Temple Run? Esses conteúdos somam mais de dois milhões de visualizações. Long Beach, em Koh Rong, também explodiu nas redes depois de entrar nas listas das melhores praias do mundo. As cataratas de Kuang Si, no Laos, acumulam milhões de impressões em feeds — e tornam-se, assim, desejos imediatos de viagem.

A Tailândia mantém apelo entre as duas gerações por um motivo muito sensorial e prático: custa pouco para viver dias de Dolce Far Niente entre templos e praias. Lá, a ilha de Koh Tao ganhou fama por oferecer a certificação de mergulho mais barata do planeta, um convite para sentir o sal no cabelo e o silêncio azul do mar sem esvaziar a carteira.

Até há pouco, Camboja e Laos eram frequentemente anexados a roteiros combinados com a Tailândia e o Vietname. Hoje, o estudo mostra que esses países são reservados propositalmente como destinos próprios — fruto de curiosidade cultural, preços baixos e a influência avassaladora de plataformas como o TikTok, que transformam locais em fenômenos instantâneos.

Já a popularidade da Nova Zelândia entre os mais jovens tem outra razão prática: o visto working holiday para titulares de passaportes entre 18 e 35 anos, que oferece a promessa de explorar paisagens cinematográficas enquanto se trabalha e se aventura — uma combinação que cheira a liberdade e a novas histórias para contar.

Em resumo, a paisagem das viagens está se fragmentando como mapas pintados à mão: uns buscam experiências acessíveis, virais e sensoriais; outros privilegiam destinos mais clássicos, cromas culturais profundos e itinerários que envelhecem bem nas memórias. Andiamo: seja qual for a preferência, há sempre uma rota pronta para nos transformar.

Erica Santini para Espresso Italia — sua curadora de viagens, entre um aperitivo e um conselho de viagem secreto.

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