Uzbequistão lança comboio rápido Tashkent–Khiva: como chegar e o que descobrir em Khiva
Novo comboio rápido Tashkent–Khiva reduz viagem e convida a descobrir Itchan Kala, mesquitas, bazar e o Palácio Nurullaboy no Uzbequistão.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Uzbequistão lança comboio rápido Tashkent–Khiva: como chegar e o que descobrir em Khiva
Ciao, sou Erica Santini — sua alma de viagem, cultura e Dolce Far Niente sobre o Uzbequistão. Há destinos que parecem sussurrar segredos ao viajante ainda antes de desembarcar: luzes ocre na pedra, o perfume dos vinhedos invisíveis e o sussurro de rotas antigas. Hoje, trago uma notícia que encurta distâncias e amplia desejos: a nova ligação ferroviária de alta velocidade entre Tashkent e Khiva, que arranca a 2 de maio, promete transformar sonhos em itinerários mais suaves — e mais sensoriais.
Segundo o mais recente barómetro da UN Tourism, o Uzbequistão foi um dos países que mais cresceu em 2025, com um aumento de 14% no número de visitantes. Não é difícil entender por quê: fazendo parte da mítica Rota da Seda, cidades como Samarcanda, Bucara e, claro, Khiva carregam em si a textura do tempo. Com o novo comboio — oferecendo classes VIP, executiva e económica — o trajeto entre Tashkent e Khiva cai de 14 horas para cerca de sete horas e meia. Andiamo: mais horas para saborear a cidade, menos tempo perdido em deslocamentos.
Khiva, com cerca de 2.500 anos, foi a última parada das caravanas antes do árduo atravessar do deserto rumo ao Irã. Ao cruzar a sua muralha, respira-se história: a cidade interior, Itchan Kala, foi em 1990 o primeiro sítio da Ásia Central inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO. Dentro desse abraço amuralhado, há mais de 50 monumentos para descobrir — cada um com um encanto próprio.
Entre os destaques, percorra a serenidade da Mesquita Juma, notável por ter um pátio coberto, solução singular na região que protege do sol e das intempéries; deixe-se envolver pela solidez da cidadela Konya Ark; e contemple os azulejos azul-cobalto do mausoléu de Pahlavon Mahmud, que parecem cantar antigas canções em mosaicos. Para uma vista que prende o fôlego, suba ao minarete da madraça Islamkhodja — o panorama sobre as telhas e minaretes é uma aquarela de terra e luz.
Do lado de fora das muralhas, a vida pulsa no bazar moderno próximo à porta oriental de Itchan Kala: um convite a provar pratos e doces uzbeques, sentir as especiarias e comprar pequenas lembranças artesanais. E não perca o Palácio Nurullaboy, um esplendor concluído em 1912 que mistura arquitetura local com influências da Rússia Imperial — uma pausa elegante na narrativa histórica da cidade.
Para o viajante que busca mais do que vistas, recomendo mergulhar nos rituais: saborear chá ao entardecer, deixar os dedos se perderem nas texturas dos tapetes, ouvir histórias de artesãos que mantêm técnicas ancestrais. Sinta a luz dourada de Khiva, o calor dos tijolos, o eco das vozes no corredor das madraças — uma experiência sensorial que faz da viagem à Khiva algo como uma pequena iniciação à essência da Rota da Seda.
Se está a pensar em partir, o novo comboio é uma mão amiga: reduzindo a viagem para cerca de sete horas e meia, permite que planeie um roteiro mais tranquilo, com tempo para o aperitivo antes do jantar e para o passeio ao pôr do sol. Buon viaggio — e lembre-se: viajar pelo Uzbequistão é, sobretudo, saborear a história, um passo de cada vez.