Unirai: “Não há liberdade sem um contrato jornalístico forte”

Unirai-Figec inicia terceira greve: exige contrato jornalístico com retribuição justa, estabilidade e independência editorial na Rai.

Unirai: “Não há liberdade sem um contrato jornalístico forte”

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Unirai: “Não há liberdade sem um contrato jornalístico forte”

O contrato jornalístico assenta-se, segundo o sindicato Unirai-Figec, em dois pilares constitucionais inegociáveis: a retribuição justa e a liberdade de imprensa. Em comunicado distribuído nesta terceira jornada de paralisação, as e os jornalistas filiados reiteram a preocupação com o futuro da profissão e exigem negociações imediatas para um acordo que garanta cláusulas econômicas dignas e a autonomia editorial dos profissionais.

Na apuração in loco e no cruzamento de fontes sindicais, a alegação central é que o peso da contratação não pode recair exclusivamente sobre os trabalhadores. O Unirai-Figec insiste que um contrato forte é condição prévia para preservar a independência das redações e evitar que decisões editoriais sejam condicionadas por instabilidade econômica ou formatos laborais precários.

O sindicato também exige a renegociação do contrato integrativo da Rai, vencido há 12 anos. Para Unirai-Figec, a chamada "zona cinzenta" dos contratos atípicos mina a autonomia profissional ao criar vínculos frágeis e impedir trajetórias de carreira justas. Entre as reivindicações encaminhadas estão a garantia de condições econômicas equitativas, perspectivas claras de crescimento profissional e mecanismos de proteção contra práticas que favoreçam a precarização.

Quanto à Rai, o sindicato pede a abertura imediata de percursos de estabilização para trabalhadores precários, a realização de seleções externas transparentes e a implementação de medidas que assegurem a paridade de oportunidades. Unirai-Figec destaca a necessidade de mais espaço para mulheres nos cargos de direção, respeitando critérios de mérito e as exigências de igualdade.

O terceiro dia de greve é apresentado pelos representantes sindicais como um sinal de alerta: sem um acordo coletivo justo, sustenta o sindicato, fica comprometida não apenas a vida profissional de muitas e muitos jornalistas, mas também a própria qualidade do serviço público informativo. "Não há liberdade sem um contrato forte", resume a nota oficial.

Do ponto de vista técnico, a reivindicação combina duas frentes: medidas econômicas imediatas para recompor salários e remunerações e reformas estruturais que protejam a independência editorial a médio e longo prazo. A demanda inclui cláusulas que evitem interferências indevidas e assegurem autonomia nas escolhas profissionais.

Esta cobertura foi produzida com base em apuração local e cruzamento de fontes sindicais e institucionais. Mantemos registro das posições oficiais e seguiremos acompanhando as negociações, com atualizações pontuais sobre as respostas da Rai, do Ministério competente e dos mediadores envolvidos no processo negocial.