Carlo Barberis: Programa GOL supera metas; formação é pilar das competências do futuro
Carlo Barberis diz que o Programa GOL superou metas; formação é decisiva para as competências do futuro e inserção no mercado de trabalho.
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Carlo Barberis: Programa GOL supera metas; formação é pilar das competências do futuro
Roma — Em declaração a este jornal, Carlo Barberis, diretor da Expo Training, avaliou que o Programma GOL não apenas atingiu, mas superou os objetivos iniciais, atribuindo o resultado ao papel central da formação na construção das competências do futuro.
Em discurso conciso e baseado em dados levantados por sua equipe, Barberis destacou que o modelo integrado de políticas ativas de emprego implementado pelo programa acelerou a inserção laboral e ampliou a correspondência entre oferta formativa e necessidades do mercado. "A formação não é acessório: é decisiva", afirmou. "Sem qualificação direcionada, as vagas permanecem em aberto e a transição tecnológica fica comprometida".
Segundo o diretor da Expo Training, o êxito do Programma GOL decorre de três vetores combinados: coordenação institucional, envolvimento do setor privado e monitoramento contínuo dos resultados. Barberis ressaltou ainda a importância do alinhamento entre currículos formativos e exigências reais das empresas, com ênfase em competências digitais e relativas à economia verde.
O representante também mencionou interlocuções recentes com autoridades do setor — entre elas, comunicações públicas de Marina Calderone — como exemplo de esforço conjunto para ajustar instrumentos e ampliar a capilaridade do programa nas regiões com maiores índices de desemprego.
Na sua avaliação técnica, a formação deve ser pensada como investimento estruturante, não como gasto temporário. Barberis defendeu modelos de formação modular, certificados e conectados a percursos de inserção sustentada no mercado de trabalho. Ele sugeriu, ainda, maior investimento em acompanhamento pós-emprego para consolidar trajetórias profissionais.
O diretor da Expo Training criticou práticas dispersas e a fragmentação de ofertas que, segundo ele, reduzem a eficiência das políticas públicas. "Quando falta coordenação, perdemos tempo e recursos. O Programma GOL mostrou que é possível fazer diferente: integração de processos resulta em melhores taxas de colocação", afirmou.
Em termos práticos, Barberis recomendou ampliar parcerias com empresas de setores estratégicos, fortalecer a formação dual e promover avaliações de impacto independentes para aferir resultados em tempo real. A proposta inclui também estímulos para a formação contínua, dentro das próprias empresas, como forma de atualizar competências frente às transformações tecnológicas.
Apuração in loco e cruzamento de fontes confirmam que a discussão sobre o papel da formação na transição do mercado de trabalho para a próxima década permanece central nas agendas públicas e privadas. O posicionamento de Barberis reforça a tese de que políticas ativas bem desenhadas e executadas são condição necessária para transformar ofertas de emprego em oportunidades duradouras.
Este é um raio-x do momento: fatos brutos, diagnósticos técnicos e recomendações práticas. A realidade traduzida por quem acompanha a execução do Programma GOL indica que a qualidade formativa — e não apenas a quantidade de vagas — será decisiva para consolidar ganhos presentes e futuros.