CNI e Ance articulam regras certas para construção em jornadas da Engenharia Econômica
CNI e Ance unificam esforços para criar regras certas na construção: nova lei urbanística, texto único e investimentos do Piano Casa Italia.
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CNI e Ance articulam regras certas para construção em jornadas da Engenharia Econômica
Roma, 24 de março de 2026 — Em discurso de abertura das Giornate nazionali dell'ingegneria economica, promovidas pelo Consiglio nazionale degli ingegneri (CNI) em parceria com a Associazione Nazionale Costruttori Edili (ANCE), o presidente do CNI, Angelo Domenico Perrini, destacou a importância de formalizar uma aliança entre instituições e empresas para garantir regras certas ao setor da construção.
“Estas jornadas da engenharia econômica representam a síntese de um percurso de colaboração com a ANCE, uma aliança que pretende ser o motor para obter regras certas”, afirmou Perrini na sessão inaugural, realizada em Roma. Em sua exposição, o presidente do CNI enumerou prioridades legislativas: a aprovação de uma nova lei urbanística, a criação de um texto único das construções e medidas que evitem situações críticas já observadas em regiões como Milão e Puglia.
Os trabalhos foram abertos e moderados por Ippolita Chiarolini, conselheira do CNI. Em seguida, tomou a palavra o subsecretário de Estado à Presidência do Conselho, Alessandro Morelli, cuja participação foi saudada por Perrini como peça-chave no diálogo entre profissionais, empresas e legislador.
Morelli avaliou o quadro atual do país como uma fase de transição marcada pelo encerramento dos fundos do PNRR. “Com o término dessas recursos, o Governo tem trabalhado no reforço das Parcerias Público-Privadas (PPP) para inovar o modelo de financiamento e execução de obras públicas”, disse. O subsecretário acrescentou que o Executivo buscou superar posicionamentos anteriores que viam com desconfiança a colaboração com o setor privado, e que normas relativas a esse tema foram incluídas no código dos contratos públicos.
No plano europeu, Morelli citou obstáculos como a posição rígida da Comissão Europeia em relação à prelazione (direito de preferência), mas afirmou que o Governo está desenhando soluções para contornar tais limitações e defendeu a necessidade de levar às negociações comunitárias o contributo das associações profissionais e empresariais.
Quanto às medidas específicas para o setor da construção, o subsecretário reafirmou o compromisso com a elaboração da lei de regeneração urbana e do texto único das construções. Também mencionou o Piano Casa Italia, um programa que prevê investimento de vários bilhões de euros nos próximos anos, sendo cerca de um bilhão já previsto para desembolso imediato.
Os participantes também abordaram riscos externos que afetam custo e logística do setor: Morelli alertou para os efeitos da crise no Médio Oriente, somados às repercussões já sentidas pela guerra na Ucrânia, que impactam matérias-primas, cadeias logísticas e preços de energia. O diagnóstico apresentado no evento convergiu para a necessidade de respostas regulamentares céleres e coordenadas.
O encontro reuniu representantes institucionais, técnicos e empresários para um debate técnico, com apuração in loco e cruzamento de fontes, buscando traduzir em propostas legislativas os problemas práticos do setor. A mensagem central — repetida pelos organizadores — foi a urgência de regras claras e uniformes para restaurar previsibilidade e viabilidade econômica em obras públicas e privadas.
Relato e cobertura por Giulliano Martini, correspondente em Roma, com base nas intervenções oficiais e documentos apresentados no evento.