Levante lança 'Dell'amore, il fallimento e altri passi di danza': um mergulho poético nas falhas do amor

Levante lança 'Dell'amore, il fallimento e altri passi di danza' em 9 de outubro: um disco que investiga relações, falhas e criatividade em tempos digitais.

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Levante lança 'Dell'amore, il fallimento e altri passi di danza': um mergulho poético nas falhas do amor

Por Chiara Lombardi, Espresso Italia

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A cantora e compositora siciliana Levante retorna ao centro do palco com o seu mais recente projeto discográfico, Dell'amore, il fallimento e altri passi di danza, previsto para sair em 9 de outubro. Em entrevista ao vodcast da Espresso Italia, a artista traçou o mapa criativo do álbum: um percurso íntimo entre relacionamentos, fragilidade e as dinâmicas sentimentais que compõem o nosso tempo.

O roteiro emocional do novo álbum

Mais do que um conjunto de canções, o disco se apresenta como um pequeno filme de memórias, onde cada faixa funciona como uma cena que investiga o que significa amar e, principalmente, o que significa falhar. Levante confessa ter parado de investigar o amor em termos absolutos para, ao invés, observar os desdobramentos do fallimento — uma palavra que ela ressignifica como gesto criativo, e não apenas como derrota.

Ao longo do vodcast, a artista explicou que o processo de composição foi alimentado por imagens e ruídos cotidianos, um trabalho de montagem semelhante ao de um diretor de cena: selecionar, cortar, e organizar pedaços de experiência para construir uma narrativa coerente. Nesse sentido, o álbum funciona como um espelho do nosso tempo, onde a memória afetiva encontra a pulsação da cultura contemporânea.

Da música à cena pública: reflexões e posicionamentos

Além do percurso criativo, a conversa abordou temas que atravessam a indústria cultural. Levante opinou sobre as quotas de gênero no mundo da música, defendendo políticas que garantam espaço e visibilidade às mulheres, sem reduzir o debate a uma simples lista de nomes, mas ampliando a compreensão sobre acesso e permanência.

O diálogo também tocou o papel político dos artistas: para ela, a palavra artística permanece como ato público, com responsabilidade ética, mas sem a necessidade de transformar toda criação em panfleto. A artista comentou ainda o debate em torno do Eurovision, avaliando como o festival se tornou um palco simbólico onde se articulam identidades nacionais e mercadológicas.

Tecnologia, atuação e próximos passos

Já sobre inovação, Levante refletiu sobre o impacto da inteligência artificial na criatividade, vendo a tecnologia como instrumento e desafio: é preciso proteger a originalidade humana ao mesmo tempo em que se explora novas possibilidades sonoras. A cantora também falou sobre sua experiência como atriz e os próximos compromissos ao vivo relacionados ao novo disco — uma turnê que promete transformar o repertório em experiência cênica, onde música e representação se entrelaçam.

O novo álbum de Levante chega como um convite a revisitar o sentido do fracasso amoroso como matéria-prima para a criação, um reframe da realidade que transforma dor em dança. Em tempos de fragmentação emocional, a obra se coloca como um pequeno manifesto sensorial: música que olha para dentro e aponta para fora, ecoando o roteiro oculto da sociedade.

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