Nasce o Prêmio Internacional 'Carlo Collodi – L’Eredità viva' para manter Pinocchio vivo no mundo

Fundação cria Prêmio Internacional Carlo Collodi – L’Eredità viva para reconhecer quem mantém o universo de Pinocchio vivo no mundo.

Nasce o Prêmio Internacional 'Carlo Collodi – L’Eredità viva' para manter Pinocchio vivo no mundo

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Nasce o Prêmio Internacional 'Carlo Collodi – L’Eredità viva' para manter Pinocchio vivo no mundo

Chiara Lombardi — Em um gesto que combina memória e projeto, nasce o Prêmio Internacional Carlo Collodi – L’Eredità viva, iniciativa da Fondazione Nazionale Carlo Collodi criada no ano do bicentenário do nascimento de Carlo Lorenzini, conhecido mundialmente como Carlo Collodi. O objetivo é reconhecer personalidades — italianas e internacionais — que, por meio do cinema, televisão, música, teatro, literatura, artes, pesquisa e divulgação, conseguiram manter vivo o universo de Pinocchio e as imagens que dele se derivam.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Giordano Bruno Guerri, presidente da fundação, recorda que a obra Le avventure di Pinocchio segue traduzida, ilustrada, encenada, filmada e reinterpretada em todos os continentes. "É a prova — diz Guerri — do valor de uma história que atravessa épocas e linguagens, gerando sempre novas leituras e imaginários". Assim, o prêmio não quer apenas celebrar o passado: nasce para acompanhar a história enquanto ela vive, respira e se transforma.

O nome escolhido, L’Eredità viva, é um manifesto: uma herança cultural permanece viva quando encontra quem a conte de novo, que a interprete e que a devolva ao presente com significado renovado. Essa ideia funciona como um espelho do nosso tempo — a literatura e os clássicos não são relíquias em vidro, mas roteiros em aberto que reescrevem a sociedade ao serem reencenados.

Ao contrário de uma competição formal, o Prêmio será um reconhecimento dirigido: a Fundação selecionará, ano a ano, uma ou mais personalidades cujo trabalho tenha contribuído de maneira particularmente significativa para a difusão e atualização do universo collodiano. Trata-se de valorizar trajetórias diversas — desde o pesquisador que ilumina o contexto histórico até o artista que transforma imagens e símbolos em novos sentidos.

Há também uma ambição geográfica e simbólica: o Prêmio pretende viajar, ano após ano, levando a celebração a lugares diferentes, na Itália e no exterior. É a afirmação de que há livros que pertencem a um único tempo e outros que continuam a gerar novos tempos — e que Pinocchio definitivamente pertence a estes últimos.

Segundo a Fundação, a primeira edição está prevista para acontecer em Monopoli (Bari), cidade que, no ano do bicentenário, decidiu inserir Collodi em seu calendário de memórias e eventos. A escolha de deslocar o prêmio reforça a intenção de conectar o clássico a paisagens e públicos variados, numa espécie de reframe cultural que dialoga com o patrimônio, a arte e o espaço público.

Como analista cultural, percebo neste gesto institucional um duplo valor: por um lado, a salvaguarda de um legado literário; por outro, o estímulo à criação contemporânea que faz do clássico um laboratório para imaginar o futuro. O prêmio é, portanto, mais do que uma homenagem: é um convite a continuar escrevendo o roteiro oculto da sociedade através das histórias que nos moldam.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘