DL Lavoro: Capone (UGL) defende salário justo para fortalecer a contratação coletiva e barrar o dumping contratual

Capone (UGL) elogia DL Lavoro: salário justo fortalece contratação coletiva e combate contratos pirata e dumping contratual.

DL Lavoro: Capone (UGL) defende salário justo para fortalecer a contratação coletiva e barrar o dumping contratual

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

DL Lavoro: Capone (UGL) defende salário justo para fortalecer a contratação coletiva e barrar o dumping contratual

Stella Ferrari – Em um pronunciamento firme após a aprovação do DL Lavoro na Câmara, Paolo Capone, secretário-geral da UGL, saudou as medidas que introduzem o conceito de salário justo como um instrumento para conferir maior previsibilidade às relações industriais e para consolidar a qualidade da contratação coletiva no mercado de trabalho.

Na avaliação de Capone, o novo decreto atua como um sistema de calibragem institucional: estabelece parâmetros claros para o tratamento econômico dos contratos de trabalho e cria um freio efetivo contra os chamados contratos pirata e práticas de dumping contratual que corroem tanto os direitos dos trabalhadores quanto a competitividade das empresas virtuosas.

“Recebemos positivamente as disposições do decreto”, disse Capone. Segundo ele, a medida é equilibrada e inovadora, porque reforça a transparência normativa sem usurpar o papel das partes sociais. O Governo, ao reconhecer o percurso traçado por sindicatos e associações empresariais representativas, optou por fomentar uma rede de regulação baseada na qualidade da negociação coletiva — em vez de substituir os atores centrais das relações laborais.

Do ponto de vista macro, a iniciativa é uma ação que visa ajustar o motor da economia: a competição entre empresas deve ser movida por qualidade, inovação e produtividade, e não por compressão salarial. Com este decreto, afirmou Capone, recupera-se força à contratação coletiva enquanto instrumento de proteção e promoção do trabalho, contribuindo para um mercado mais equitativo e transparente.

A proposta introduz parâmetros objetivos para a composição das remunerações, alinhando-se aos princípios constitucionais de uma remuneração justa e suficiente. Essa definição técnica visa evitar ambiguidades que permitam a proliferação de acordos que, na prática, funcionam como mecanismos de dumping e distorcem o jogo competitivo.

Em termos de política pública, a medida representa uma aceleração de tendências que valorizam governança e qualidade institucional. A mensagem de Capone é clara: não se trata apenas de proteger salários, mas de desenhar políticas que melhorem o ecossistema produtivo — calibrando incentivos, reduzindo assimetrias e preservando o tecido empresarial responsável.

“É um sinal importante para o País e para todos aqueles que, diariamente, alimentam o progresso econômico e social com seu trabalho”, concluiu Paolo Capone. Para a UGL, o decreto não apenas resguarda direitos, mas também reforça as condições de concorrência leal, restaurando a confiança entre empregadores e trabalhadores.

Como economista e estrategista de mercado, observo que esta intervenção regula o campo de jogo e coloca freios eficazes às práticas predatórias, ao mesmo tempo em que preserva a autonomia das partes sociais — uma escolha de design de políticas que privilegia a estabilidade e a qualidade das relações laborais.