Amatrice celebra o primeiro Dia Internacional da Amatriciana: sabor que reconstrói um território

Amatrice celebra o primeiro Dia Internacional da Amatriciana: três dias de eventos para reconstruir identidade e economia com o icônico prato.

Amatrice celebra o primeiro Dia Internacional da Amatriciana: sabor que reconstrói um território

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Amatrice celebra o primeiro Dia Internacional da Amatriciana: sabor que reconstrói um território

Em uma manhã marcada por afeto e esperança, foi cortada a fita inaugural em Amatrice, na sala polifuncional do Polo del Gusto e delle Tradizioni, dando início à Primeira Giornata internazionale dell'Amatriciana. O evento reuniu o presidente da região do Lazio, Francesco Rocca; o comissário extraordinário para a reconstrução, Guido Castelli; o prefeito de Amatrice, Giorgio Cortellesi; a assessora regional de Cultura, Simona Renata Baldassarre; e o presidente da associação de restaurantes e hotéis de Amatrice, Giovanni Apa, além de representantes da ARAM e autoridades civis e militares locais.

Por três dias — de ontem até domingo, 8 de março — a vila que se ergueu após o tremor de 24 de agosto, que a abalou há dez anos, abre-se ao mundo celebrando a sua especialidade mais emblemática: a amatriciana. Spaghetti, bucatini e mezzemaniche tornam-se, mais do que pratos, instrumentos de retomada econômica e de afirmação identitária para uma área do Lazio profundamente marcada pelo sismo.

Há seis anos a receita recebeu da Comissão Europeia o reconhecimento de Specialità Tradizionale Garantita (STG), um selo que ajudou a iluminar o caminho para a valorização internacional do prato. Em torno desse reconhecimento foi construída a programação da primeira edição do Dia Internacional, com degustações, visitas guiadas, oficinas e excursões pensadas para semear turismo, fortalecer as cadeias locais e tecer novos laços comerciais.

O presidente do Lazio, Francesco Rocca, lembrou que a amatriciana "conquistou o mundo" e destacou que a reconstrução deve olhar além do concreto: "Quando se fala de reconstrução, é preciso falar não só da reconstrução material, mas também da recuperação da beleza dessas tradições e das maravilhas que circundam lugares como Amatrice". Palavras que acendem um horizonte límpido, onde cultura e economia caminham juntas.

O comissário Guido Castelli colocou a gastronomia como motor simbólico e prático do processo: a amatriciana, disse ele, é uma "recurso intramontável" capaz de alimentar a confiança em um projeto de reconstrução que, embora repleto de dificuldades iniciais, começa a dar frutos. "A comida conta o DNA de Amatrice e pode nutrir o futuro. A partir da identidade constrói-se o porvir", afirmou, reforçando a noção de que preservar a memória culinária é cultivar um legado coletivo.

Para o prefeito Giorgio Cortellesi, a iniciativa representa "uma grande oportunidade para valorizar Amatrice, sua história e suas excelências amadas no mundo, e ao mesmo tempo um impulso concreto para reativar nossa economia. Sem economia não há verdadeira retomada". Essa visão prática une preservação cultural e desenvolvimento local num mesmo gesto.

Ao longo do fim de semana, moradores e visitantes experimentarão um roteiro sensorial e pedagógico: mercados e bancas com produtos locais, laboratórios de cozinha onde chefs e artesãos partilham técnicas, percursos históricos que narram a resiliência do lugar e mesas abertas onde a amatriciana ocupa o centro do discurso — não apenas como prato, mas como promessa de renascimento.

Em tempos em que precisamos iluminar novos caminhos, a celebração em Amatrice mostra que a cultura alimentar é uma ferramenta concreta de reconstrução social e econômica. A cidade, com seu patrimônio e seus sabores, convida o mundo a provar, entender e investir no futuro que se reconstrói, colher após colher.