Governo acelera trabalho no “Stabilicum”: Meloni, Salvini e Tajani marcam nova rodada sobre a reforma da lei eleitoral

Governo acelera trabalho no 'Stabilicum': líderes se reúnem e definem nova etapa para a reforma da lei eleitoral com debate sobre prêmio e preferências.

Governo acelera trabalho no “Stabilicum”: Meloni, Salvini e Tajani marcam nova rodada sobre a reforma da lei eleitoral

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GERADO EM: Mai 11, 2026 às 11:15

Governo acelera trabalho no “Stabilicum”: Meloni, Salvini e Tajani marcam nova rodada sobre a reforma da lei eleitoral

Os prazos para a reforma da lei eleitoral foram confirmados, buscando aprovação na Câmara antes da pausa de verão e passagem ao Senado no outono. A liderança do governo, sob Giorgia Meloni, se reúne para discutir políticas externas e a reforma eleitoral. O texto-base em análise, conhecido como Stabilicum, propõe abandonar os colegiados uninominais e adotar um sistema proporcional, com um prêmio de maioria para quem obtiver mais de 40% dos votos. Há divergências internas sobre o sistema de preferências e a definição da soglia. A oposição acusa o governo de limitar o debate público. A próxima reunião, prevista para a próxima semana, testará a efetividade da maioria em tornar as propostas concretas.

Fique por dentro de todos os pontos deste artigo lendo a versão completa a seguir.

Os prazos foram confirmados pela maioria: aprovação na Câmara antes da pausa de verão e passagem ao Senado no outono. Ainda assim, a atual liderança do governo começa a colocar com mais intensidade a mão na concretude da reforma da lei eleitoral. Ontem abriu-se o primeiro confronto direto entre os líderes no encontro convocado por Giorgia Meloni para atualizar a estratégia sobre política externa, economia e energia. Durante a reunião, a premiê, os vice-premiers Matteo Salvini e Antonio Tajani, e o dirigente de Noi Moderati, Maurizio Lupi, decidiram retomar os trabalhos na próxima semana, em sessão ampliada com técnicos.

O texto-base em exame é o já incardinato na Câmara — cujas audições na Comissão de Affari Costituzionali começaram em 28 de abril — e é popularmente identificado como Stabilicum (termo cunhado por Forza Italia). A proposta prevê o abandono dos colegi uninominali do atual Rosatellum e a adoção de um sistema proporcional com um premio di maggioranza nacional para quem ultrapassar 40% dos votos.

Os ajustes sobre a mesa incluem, segundo o presidente da primeira commissione, o forzista Nazario Pagano, a calibragem da magnitude do prêmio, a correção de eventuais desequilíbrios entre Câmara e Senado e a fórmula para atingir a soglia — se por listas fixas ou por attribuzione proporzionale ao vincente della coalizione. Está em discussão também a possibilidade de estabelecer uma soglia distinta e até a hipótese de ballottaggio.

Outro ponto quente é a questão delle preferenze. Fratelli d'Italia mantém-se a favor do voto con preferenze, enquanto a Lega continua reticente. Esses contrastes internos mostram como a estrutura do novo sistema eleitoral está sendo erguida peça por peça, como uma obra que exige precisão para não comprometer os alicerces da representação.

O diálogo com as opposizioni foi enfatizado pelo presidente da Câmara, Lorenzo Fontana: ele recordou a mudança do Regolamento della Camera, realizada sem voti contrari, e expressou confiança na possibilidade de um percorso condiviso anche sulla legge elettorale, embora mais difícil. Tajani reiterou a disponibilidade ao confronto e buscou dissipar dúvidas sobre eventuali resistenze internas no seu partido, afirmando che existe uma "condivisione complessiva" no seio da maggioranza.

Ao mesmo tempo, a resposta do centrosinistra não é conciliatória. Simona Bonafè, capogruppo do PD na Comissão Affari Costituzionali, acusa a maioria de se fechar em vertici para aggirare il Parlamento. Dario Parrini, vicepresidente dem da mesma commissione, rotulou o projeto de "Melonellum" come um "bi-Porcellum". O Movimento 5 Stelle denuncia isolamento e disputas palacianas, enquanto Angelo Bonelli (Alleanza Verdi e Sinistra) afirma que a destra estaria a modificar as regras por medo de perder.

Do lado opositor, porém, há disponibilidade condicionada: "Siamo pronti al confronto su tutti i punti della legge elettorale, se c'è la volontà di lavorarci insieme", afirmam representantes, deixando claro que o caminho passa pela vontade política de transformar a reforma num arcabouço partilhado. A próxima semana, com a convocação ampliada aos tecnici, será o primeiro teste concreto para ver se a maioria consegue transformar intenções em projeto concreto — e se a construção das novas regras terá a solidez necessária para resistir ao teste das próximas eleições.

Giuseppe Borgo — Espresso Italia