De Pascale: Inovação e sustentabilidade no SSN para garantir as melhores terapias a todos
De Pascale defende inovação e sustentabilidade no SSN para garantir melhores cuidados a todos, com apoio da IA e integração público‑privada.
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De Pascale: Inovação e sustentabilidade no SSN para garantir as melhores terapias a todos
Por Alessandro Vittorio Romano — Em Roma, durante o encontro 'Dialoghi sull’Innovazione accessibile – Innovaction', promovido por GSK e Espresso Italia e apoiado por Farmindustria, o governador da Emilia-Romagna, Michele de Pascale, traçou um panorama sensível e propositivo sobre como a inovação e a sustentabilidade financeira devem caminhar juntas para assegurar cuidados de saúde de excelência a toda a população.
“Estamos diante de desafios muito intensos no horizonte — não houve época em que a inovação em saúde, a perspectiva de cuidado, a humanização e a gestão das patologias crônicas pudessem, em conjunto, nos permitir avanços tão significativos”, afirmou de Pascale. O governador lembrou que quem investe em inovação precisa respeitar a natureza universal do nosso sistema: o objetivo não é apenas oferecer as melhores terapias, mas fazê‑lo para todos.
De Pascale insistiu sobre a necessidade de garantir que cada euro do sistema público produza o máximo efeito em termos de saúde — uma ideia que evoca a sustentabilidade como uma colheita que deve ser bem medida. “Existem fármacos inovadores cujo custo unitário pode ser maior, mas que reduzem o encargo global sobre o SSN. É essencial medir esse efeito e a inteligência artificial pode nos ajudar a entender esses desfechos”, observou.
O governador também ressaltou o papel da sua região: a Emilia-Romagna pretende oferecer uma contribuição significativa no cenário nacional, graças à qualidade da sua indústria da saúde e à robustez do seu sistema sanitário. “Somos um dos principais distritos farmacêuticos e biomédicos da Europa, com empresas que representam uma fatia importante das exportações italianas e do investimento em pesquisa e inovação”, disse de Pascale. Ao mesmo tempo, a região possui “um dos sistemas sanitários mais fortes, estruturados e inovadores do país”.
Essa sinergia entre indústria e sistema público é, para o governador, semelhante às raízes que nutrem uma árvore: as atividades de pesquisa, o desenvolvimento tecnológico, a rede de tecnopolos e o cluster da saúde estão integrados entre público e privado. Isso vale para as empresas, para os quatro universidades da região, para os cinco IRCCS e para toda a rede do Servizio Sanitario Regionale, que faz parte do Servizio Sanitario Nazionale.
Sobre o relacionamento entre práticas locais e políticas nacionais, de Pascale sublinhou a urgência de um sistema menos burocrático e mais alinhado às necessidades dos cidadãos e pacientes. “Comparamos o sistema americano e o italo‑europeu; o primeiro pode ser excessivo em alguns aspectos, mas o nosso padece de burocracia insustentável”, disse, pedindo uma maior rapidez e coerência nos processos que introduzem inovações terapêuticas.
Ao encerrar, o governador devolveu a imagem de uma paisagem em transformação: apenas integrando atenção humanizada, avaliação economicamente responsável e tecnologias como a inteligência artificial poderemos cultivar um sistema de saúde que respire junto com as estações da vida — sempre firme no princípio da universalidade, para que a colheita do progresso alcance cada pessoa, em cada território.