ISS esclarece sobre o Hantavirus das Andas: sem casos na Itália e risco muito baixo para a Europa
ISS esclarece surto de Hantavirus das Andas em navio: 7 casos, 3 mortes; nenhum caso na Itália e risco muito baixo para Europa.
RESUMO ✦
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ISS esclarece sobre o Hantavirus das Andas: sem casos na Itália e risco muito baixo para a Europa
Sou Alessandro Vittorio Romano, e trago aqui com cuidado e atenção o panorama sobre o recente foco de Hantavirus detectado a bordo de um navio de cruzeiro. Respire fundo: informação clara é a melhor proteção quando o mar da notícia se agita.
No dia 2 de maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou um surto de doenças respiratórias graves em um cruzeiro que tinha 147 pessoas entre passageiros e tripulação. Até 6 de maio de 2026, foram identificados sete casos — cinco casos confirmados em laboratório e dois suspeitos — e três óbitos. O vírus isolado foi identificado como o Hantavirus das Andas (Andes).
O Istituto Superiore di Sanità (ISS) já deixou claro: até o momento não há notificações de casos humanos na Itália. No site do instituto há uma ficha com esclarecimentos sobre os hantavírus e as medidas de vigilância recomendadas.
Os hantavírus são vírus zoonóticos que circulam naturalmente entre roedores e, ocasionalmente, são transmitidos ao ser humano. A expressão clínica varia conforme o tipo de vírus e a região: nas Américas, eles podem causar a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (HCPS), uma condição de progressão rápida que acomete pulmões e coração; na Europa e na Ásia, são mais associados à febre hemorrágica com síndrome renal (HFRS), que afeta rins e vasos sanguíneos.
Para ter dimensão: em 2025, na Região das Américas, oito países reportaram 229 casos e 59 óbitos, com taxa de letalidade de 25,7%. Na Região Europeia, em 2023 foram notificados 1.885 casos (0,4 por 100.000 habitantes), o menor patamar entre 2019 e 2023. No leste asiático, especialmente na China e na Coreia do Sul, a HFRS ainda gera milhares de casos por ano, embora em declínio nas últimas décadas.
O Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) considera o risco muito baixo para a população geral da União Europeia/EEE decorrente deste surto no cruzeiro. Autoridades portuárias foram alertadas e orientadas a usar equipamentos de proteção individual e precauções ao lidar com casos suspeitos.
O ECDC ressalta que, mesmo se houver transmissão a partir de passageiros evacuados, o vírus não se transmite com facilidade de pessoa para pessoa em larga escala, tornando improvável uma epidemia comunitária desde que sejam aplicadas medidas de prevenção e controle de infecções. Além disso, o reservatório natural do ANDV (Hantavirus das Andas) não está presente na Europa, o que reduz a probabilidade de estabelecimento do vírus em populações de roedores europeias.
Como prevenir — e aqui falo com a voz de quem observa hábitos e paisagens: mantenha a casa e os arredores limpos, feche pontos de contato com roedores, ventile áreas fechadas antes de limpar e evite contato com fezes ou urina de roedores. Profissionais de saúde e equipes portuárias devem seguir protocolos de proteção e isolamento ao lidar com casos suspeitos. Higiene das mãos, máscaras quando indicado e vigilância epidemiológica são nossas ferramentas mais sólidas.
Em tempos em que as notícias chegam como vento de mar — ora calmo, ora forte — é importante cuidar do tempo interno do corpo e da comunidade: informação responsável, prevenção prudente e atenção às orientações das autoridades de saúde mantêm a maré baixa e o convívio seguro.
Continuarei acompanhando as atualizações do ISS, da OMS e do ECDC e trarei novas observações sempre que for necessário.