Longevidade não significa fertilidade prolongada, alerta Ermanno Greco, presidente da S.I.d.R.

Greco (S.I.d.R.) alerta: longevidade cresce, mas fertilidade segue ritmo próprio; diagnóstico e técnicas assistidas ajudam a compensar o fator idade.

Longevidade não significa fertilidade prolongada, alerta Ermanno Greco, presidente da S.I.d.R.

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Longevidade não significa fertilidade prolongada, alerta Ermanno Greco, presidente da S.I.d.R.

Ermanno Greco, presidente da Sociedade Italiana da Reprodução (S.I.d.R.) e professor de Ginecologia e Obstetrícia na Universidade UniCamillus de Roma, trouxe um olhar claro e sensível sobre um contraste cada vez mais presente na vida contemporânea: o abraço entre a longevidade crescente e o declínio precoce do sistema reprodutivo. Em entrevista ao programa "Radio2 InForma" da Rai Radio2, Greco lembrou que viver mais não significa, automaticamente, ser fértil por mais tempo.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

“Existe uma diferença entre a idade cronológica e a idade biológica do sistema reprodutivo”, explicou Greco, numa metáfora que poderia ser a mesma de uma árvore que vive muitos anos mas cujas sementes perdem viabilidade. Ele destacou que, especialmente nas mulheres, a fertilidade segue um percurso distinto da longevidade: com o avanço da idade materna, há redução no número de ovócitos e um declínio na qualidade desses gametas. Esse processo de envelhecimento biológico é, até o momento, irreversível.

Na serenidade de quem observa padrões, Greco apontou que as técnicas de procriação medicamente assistida representam um apoio importante — porém precisam ser calibradas para a idade da mulher. A seleção e o transplante de um embrião cromossomicamente saudável aumentam as chances de sucesso, compensando em parte o chamado “fator idade”. Hoje, graças às tecnologias disponíveis, é possível avaliar a saúde embrionária e escolher com mais critério, elevando a probabilidade de gravidez.

O presidente da S.I.d.R. também chamou atenção para o papel do homem nessa paisagem: a qualidade do líquido seminal não é apenas um indicador de fertilidade, mas espelha o estado geral de saúde masculina. Alterações nos parâmetros seminais muitas vezes se associam a doenças sistêmicas, como tumores testiculares ou problemas cardiovasculares. Assim, o sistema reprodutivo funciona como uma verdadeira “espia” do bem-estar do organismo.

Greco sugeriu ainda que exames específicos, como o espermograma, são ferramentas valiosas não só para avaliar a capacidade reprodutiva, mas para monitorar a saúde global do indivíduo. A prevenção, segundo ele, ganha um novo contorno: cuidar da fertilidade é também cuidar da sobrevivência e da qualidade de vida a longo prazo.

Como observador atento das mudanças sociais e biológicas, lembro que a tensão entre um corpo que envelhece e uma sociedade que adia projetos é semelhante a um outono tardio que desafia a colheita. Procurar informação, realizar exames e considerar opções de tratamento é como preparar o solo para futuras sementes — um gesto de cuidado que conecta o cotidiano à possibilidade de gerar vida.

Em suma, a mensagem de Ermanno Greco é um convite à consciência: a longevidade é um sinal de progresso, mas a fertilidade obedece a seus próprios ritmos biológicos. Conhecer esse mapa interno permite decisões mais seguras e compassivas, tanto na medicina quanto na vida.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘