Transplante reconstrói joelho e personal trainer retorna à academia após cirurgia pioneira em Turim
Transplante osteocondral com técnica BioUni reconstrói joelho e permite que personal trainer volte à academia após um ano de recuperação.
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Transplante reconstrói joelho e personal trainer retorna à academia após cirurgia pioneira em Turim
Turim — "Não sinto mais aquela dor no joelho que me acompanhava por anos. Voltei a fazer o que fazia antes" conta Andrea, personal trainer de 34 anos nascido em Cuneo, com a leveza de quem reencontra o passo certo depois de um inverno longo. Há um ano ele se submeteu a um trapianto osteocondrale — um enxerto de osso e cartilagem vindo de doador — que reconstruiu uma área gravemente danificada do seu joelho.
A intervenção, realizada no hospital Azienda Ospedaliera Ordine Mauriziano, em Torino, marcou uma novidade: pela primeira vez na Itália a técnica cirúrgica instrumental BioUni foi combinada com um innesto osteocondrale fresco. "Em nosso país já haviam sido feitos transplantes com tecido osteocondral fresco e procedimentos com a técnica BioUni, mas neste último caso os enxertos utilizados eram congelados — a associação das duas metodologias é a particularidade deste procedimento", explica o professor Davide Edoardo Bonasia, especialista da Estrutura de Ortopedia e Traumatologia.
Ao longo dos 12 meses seguintes à cirurgia, os controles demonstraram a evolução progressiva do enxerto. Hoje, Andrea retomou os treinos de forma gradual e recuperou qualidade de movimento e liberdade nas atividades diárias. Para ele, a recuperação foi mais do que física: foi um reencontro com o próprio ritmo. Como quem sente a respiração da cidade depois de um dia de chuva, ele descreve a volta ao treino com agradecimento e cautela.
Do ponto de vista clínico, a utilização de um innesto osteocondrale fresco traz vantagens de compatibilidade e integridade da cartilagem que, combinadas à precisão instrumental da técnica BioUni, podem favorecer a integração e a recuperação funcional. O professor Bonasia ressalta que a novidade está em unir a sensibilidade do tecido fresco com a exatidão do procedimento mecanizado.
Para quem vive do movimento — e especialmente para um personal trainer cujo corpo é instrumento de trabalho — a restituição da funcionalidade do joelho significa voltar a cultivar hábitos, a colher os frutos do tratamento como se fossem pequenas estações de bem-estar. A história de Andrea é um exemplo de como avanços cirúrgicos, quando bem aplicados, podem devolver não apenas a mobilidade, mas também a confiança e o prazer de uma vida ativa.
Enquanto a medicina refina técnicas, a cidade e o corpo seguem seu tempo interno: um ciclo de cuidado, reabilitação e retorno à paisagem do cotidiano. As próximas etapas para Andrea serão o prosseguimento das sessões de reabilitação, o acompanhamento clínico periódico e a progressão gradual dos treinos, sempre respeitando os limites do enxerto e a sabedoria do corpo.
Em suma, a intervenção pioneira em Torino abre portas para novas possibilidades terapêuticas no campo da reconstrução articular, unindo inovação técnica e sensibilidade biológica — como sementes que, plantadas no solo certo, florescem com cuidado e tempo.

