Zaffini pede proteção da soberania dos dados de saúde enquanto Itália avança em IA e cybersecurity
Zaffini defende proteção da soberania dos dados de saúde enquanto Itália avança em IA e segurança digital no setor sanitário.
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Zaffini pede proteção da soberania dos dados de saúde enquanto Itália avança em IA e cybersecurity
Em um momento em que a tecnologia respira junto com a vida das cidades, o senador Francesco Zaffini, presidente da Comissão de Saúde do Senado, reforçou a necessidade de proteger a soberania dos dados de saúde. A declaração foi feita durante a conferência nacional “AI & Cybersecurity in Sanità: orizzonti strategici e impatti verticali”, realizada no Senado, que reuniu instituições, empresas e especialistas para discutir o futuro do ecossistema digital em saúde.
Segundo Zaffini, a Itália já demonstrou estar na vanguarda ao se tornar um dos primeiros países a estabelecer normas sobre cybersecurity e Inteligência Artificial. “Esses instrumentos — entre eles a Inteligência Artificial, o governo dos dados e a segurança dos caminhos para acessá-los —, na saúde, diferentemente de outros setores, precisam permanecer como um suporte aos profissionais, sempre sob controle e com regulamentação definida”, afirmou o senador.
A iniciativa, promovida por Confassociazioni Digital em colaboração com a Sociedade Italiana de Inteligência Artificial em Medicina (SIIAM) e CONFASSOCIAZIONI, nasceu por iniciativa do próprio senador Zaffini e teve como objetivo central promover um confronto de alto nível sobre tecnologias emergentes capazes de tornar os serviços de saúde mais eficientes, acessíveis, inclusivos e centrados no paciente.
Do evento, emergiu a ideia de que é preciso acelerar os passos institucionais para estruturar uma governança que permita utilizar os dados de forma responsável, sem perder de vista que esses dados devem “permanecer de propriedade do Estado”, conforme destacou Zaffini. É uma tentativa de equilibrar a colheita de oportunidades tecnológicas com a proteção das raízes que sustentam a confiança pública.
O encontro também inseriu-se em um percurso mais amplo de promoção da inovação e da construção de um ecossistema sanitário digital mais seguro, sustentável e orientado ao futuro. Confassociazioni, organização que reúne hoje mais de 801 entidades e mais de 1,3 milhão de inscritos — entre eles mais de 213 mil empresas —, assume-se como um dos principais pontos de referência nacionais para o desenvolvimento profissional, gerencial e tecnológico.
Como um observador que sente os ciclos do tempo e a respiração das cidades, penso que a discussão sobre soberania dos dados de saúde é também uma conversa sobre o tempo interno do corpo coletivo: é preciso tempo para cultivar regulamentações sólidas, mas também urgência para proteger o que somos enquanto comunidade. A governança dos dados, quando bem desenhada, pode ser a ponte entre a inovação e o cuidado, garantindo que a tecnologia sirva ao paciente e fortaleça o sistema público.
Em suma, a conferência no Senado renovou um chamado claro: avançar em Inteligência Artificial e cybersecurity sem abrir mão da tutela dos dados, acelerando processos que transformem o potencial tecnológico em serviço efetivo para a saúde de todos.


